Caríssimos Irmãos:
Concluiremos agora o assunto de nossas postagens anteriores.
Fiquem em paz!
Passagens há, como em Lucas, XIV:25-26, que não parecem lógicas: “Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe: Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.”
Jesus afirma que “quem tem ouvidos para ouvir, ouça”, mas, ou nos falta ainda o entendimento necessário á compreensão do que seja “aborrecer pai e mãe”, ou as palavras Dele foram deturpadas ao longo do tempo.
Não parece ser este conselho coerente com o “honrar pai e mãe”, que Ele pregou.(Mateus, XV: 4-6)
Em Mateus, X:37: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.”, o problema parece mais de ênfase. É evidente a preocupação em distinguir as coisas espirituais das materiais, as permanentes, pois advindas de Deus, das transitórias, mundanas.
E isto é semelhante ás inúmeras vezes em que Jesus advertiu-nos á não olhar para traz, a deixar os mortos enterrarem seus mortos, á largar de mão tudo o que possuímos, á carregar com dignidade nossa cruz.
Nas palavras de Allan Kardec, “Os interesses da vida futura estão acima de todos os interesses e todas as considerações de ordem humana, porque isto concorda com a essência da doutrina de Jesus...” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXIII, item 6)
Durante séculos os líderes políticos e militares de vários Estados usaram da palavra do Cristo como lhes convieram. Seu significado foi deturpado, ao ponto de o Mestre da paz e da mansidão ser utilizado para justificar a “guerra santa” e a “paz dos cemitérios”.
No campo da regulação das leis humanas, seu legado também não ficou imune de ser distorcido de acordo com os interesses de plantão.
Compete á nós, com maior esclarecimento e lucidez, e auxiliados pelos Espíritos que trabalham na divulgação de Suas palavras, separar o joio do trigo, o transitório do imperecível, o mundano do santificado.
Compete á nós não cairmos mais nas armadilhas dos jogos de palavras, das visões superficiais em matéria de moral, da verborragia dos falsos profetas.
E refletir no conjunto da obra do Cristo, elevando sempre nossos conceitos, para implantar neste mundo o seu reino de paz.
E Que Assim Seja!
sábado, 7 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
As Leis Humanas e a Moral Cristã (2)
Queridos Irmãos:
Deve ter sido muito difícil para Jesus executar sua missão.
Atenhamo-nos apenas aos aspectos morais do exercício de suas tarefas, e já teremos pálida idéia dessas dificuldades.Para não ser confundido com um conquistador mundano, libertador do povo Hebreu, nasceu em uma manjedoura.
E mesmo assim o foi!
Para não se imaginar que sua palavra deveria favorecer aos doutos apenas, escolheu para seguidores pescadores ignorantes.
E mesmo assim foi confundido!
Buscou falar com simplicidade e clareza, mas não podia dizer tudo o que sabia!
Teve de alertar seus discípulos acerca da maldade do mundo, e da deturpação de suas palavras!
E quantos padecimentos morais iguais á esses ou maiores Ele não sofreu?
Inúmeras vezes os Escribas e os Fariseus buscavam colocá-lo em contradita com as autoridades.
De certa feita, perguntaram acerca do repúdio á mulher, considerado direito naquela época (Mateus, XIX:3-9), e colheram como resposta: “Não separe o homem o que Deus ajuntou.”
Mas será que o Cristo estava falando da indissolubilidade do casamento?
Um casamento que já fracassou, em que as pessoas apenas se toleram, ou nem se toleram mais, não está acabado de fato, mas não de direito?
Estão estas pessoas unidas “por Deus”?
Jesus, evidentemente, conhecia o futuro: inúmeras vezes fez previsões que viriam a se concretizar.
Conhecia, portanto, a relatividade das leis da época, e as mudanças que sofreriam essas leis, mas não ia perder tempo explicando á cegos sobre realidades que estes não tinham condições de ver!
E quando disse que viera trazer a espada, e não a paz (Mateus, X:34-36), isto era um aviso ou uma imprecação?
Ora, pretender que Jesus amaldiçoasse alguém é lhe atribuir nossos defeitos mundanos!
Ele não é igual á nós!
Portanto, quando disse que os inimigos do homem estariam em sua própria família, estava avisando, ou de uma maneira simbólica, ou com muita clareza, que precisaríamos agüentar até mesmo o desacordo de nossos entes mais próximos, se resolvêssemos seguir seu caminho.
De fato, não foram fundadas muitas religiões “em seu nome”, e esses “irmãos”, ou “filhos do mesmo pai”, não se perseguiram e até mataram entre si?
E por outro lado, quando pretendemos praticar a nossa reforma íntima, quando iniciamos em Sua senda, via de regra não são nossos cônjuges, ou pais, que primeiramente duvidam de nossas intenções?
E se nossa postura reformada os incomoda, não são os primeiros á nos tachar de fanáticos ou santarrões?
Jesus precisava emitir um ensinamento universalizante, mas deveria fazê-lo em uma cultura específica, regional e com seus valores arcaicos.
Dessa contradição resulta em muitas passagens a obscuridade de suas palavras: Ele foi o mais claro que pode. Obscuro era e é o nosso entendimento de sua mensagem!
Continuaremos oportunamente. Fiquem em paz. Com a graça de Deus.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Leis Humanas e Moral Cristã (1)
Hoje iniciaremos mais uma série de postagens referentes á um tema específico. No caso em questão, discutiremos os aspectos relacionados ao que chamaríamos de “vida familiar”, e sua relação com o Evangelho.
Portanto, poderemos estar comentando o casamento, o divórcio, a relação entre pais e filhos, etc., sempre buscando o entendimento destas questões á luz do evangelho.
Mas faremos diferente de outras vezes: comumente, postamos os textos evangélicos e depois os comentamos. Dessa vez, teremos que iniciar com um comentário geral, para depois buscarmos os textos específicos.
Saibam, todos, que estamos preocupados em aprofundar os temas dos capítulos XXII e XXIII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
Todos sabemos que existem leis que regulam as relações civis, a vida familiar. Nada mais mutável que estas leis: elas são diferentes em todas as regiões, em todos os países, em todas as culturas, em todos os tempos. Em poucas palavras: elas são diferentes no tempo e no espaço!
Talvez não exista tema dentro do Evangelho, onde se precise mais abandonar a letra que mata, e buscar o espírito que vivifica, como disse o apóstolo Paulo.
Jesus, evidentemente, sabia da mutação que ocorreria nas relações sociais desde o seu tempo até o futuro. Também, bem o sabemos, não perdia tempo em discussões estéreis, buscava sempre aplicar ensinamentos em tudo o que fazia.
Parece-nos que, a maioria das vezes em que Ele se pronunciava á respeito dessas relações sociais, era fustigado por um fariseu ou “doutor” da lei, que o queria “tentar”, como se diz nos evangelhos.
E o que fazia Jesus, então?
Fomentava a explicação da mais elevada moralidade possível, nos casos em questão, não confrontando a lei mosaica, onde não fosse necessário. Ou seja, buscava ser universalista, sem ofender as práticas locais e temporais.
Nós, espíritas, acreditamos que em tudo, o que vale é a intenção.
Acreditamos estar dentro da moralidade pregada por Jesus ao afirmarmos que nossos pensamentos, palavras e atos, devem todos ter a intencionalidade da mais pura caridade, devem todos rumar para o mesmo lugar, devem todos visar o bem.
É por isso que analisaremos as instituições humanas com a relatividade que elas merecem: somente o que for de Deus permanecerá.
As leis humanas mudarão sempre, ou mudarão pelo menos até se adequarem perfeitamente ás leis de Deus, o que ainda está muito longe de acontecer.
Enquanto isso não acontecer, busquemos aprimorar a sociedade.
E, isentos de preconceitos, começemos por refletir sobre as relações sociais e sua adequação á moral cristã.
Estejamos em paz, e até logo. Graças á deus.
Portanto, poderemos estar comentando o casamento, o divórcio, a relação entre pais e filhos, etc., sempre buscando o entendimento destas questões á luz do evangelho.
Mas faremos diferente de outras vezes: comumente, postamos os textos evangélicos e depois os comentamos. Dessa vez, teremos que iniciar com um comentário geral, para depois buscarmos os textos específicos.
Saibam, todos, que estamos preocupados em aprofundar os temas dos capítulos XXII e XXIII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
Todos sabemos que existem leis que regulam as relações civis, a vida familiar. Nada mais mutável que estas leis: elas são diferentes em todas as regiões, em todos os países, em todas as culturas, em todos os tempos. Em poucas palavras: elas são diferentes no tempo e no espaço!
Talvez não exista tema dentro do Evangelho, onde se precise mais abandonar a letra que mata, e buscar o espírito que vivifica, como disse o apóstolo Paulo.
Jesus, evidentemente, sabia da mutação que ocorreria nas relações sociais desde o seu tempo até o futuro. Também, bem o sabemos, não perdia tempo em discussões estéreis, buscava sempre aplicar ensinamentos em tudo o que fazia.
Parece-nos que, a maioria das vezes em que Ele se pronunciava á respeito dessas relações sociais, era fustigado por um fariseu ou “doutor” da lei, que o queria “tentar”, como se diz nos evangelhos.
E o que fazia Jesus, então?
Fomentava a explicação da mais elevada moralidade possível, nos casos em questão, não confrontando a lei mosaica, onde não fosse necessário. Ou seja, buscava ser universalista, sem ofender as práticas locais e temporais.
Nós, espíritas, acreditamos que em tudo, o que vale é a intenção.
Acreditamos estar dentro da moralidade pregada por Jesus ao afirmarmos que nossos pensamentos, palavras e atos, devem todos ter a intencionalidade da mais pura caridade, devem todos rumar para o mesmo lugar, devem todos visar o bem.
É por isso que analisaremos as instituições humanas com a relatividade que elas merecem: somente o que for de Deus permanecerá.
As leis humanas mudarão sempre, ou mudarão pelo menos até se adequarem perfeitamente ás leis de Deus, o que ainda está muito longe de acontecer.
Enquanto isso não acontecer, busquemos aprimorar a sociedade.
E, isentos de preconceitos, começemos por refletir sobre as relações sociais e sua adequação á moral cristã.
Estejamos em paz, e até logo. Graças á deus.
domingo, 1 de novembro de 2009
Dia de Finados (2)
Queridos Irmãos:
Pedimos desculpas pela demora em atualizar nossas postagens: tivemos alguns problemas, já sanados.
Felizmente, o assunto é quanto ao Dia de Finados, e ainda está em tempo de ser comentado.
Comentemos, então, de acordo com a ordem das perguntas de O Livro dos Espíritos, inseridas na postagem anterior.
320. Os espíritos se sensibilizam com nossas lembranças. Dependendo da situação em que se encontrem, isto lhes serve de felicidade ou alívio.
321. Não faz diferença em que dia os lembremos, em verdade deveríamos cultivar sua memória todos os dias. Mas se engana quem pensa que eles não se encontram nos cemitérios no dia consagrado á sua visitação: nós mesmos nos condicionamos á marcar um encontro com eles nesta data, nestes lugares!
Se os lembrarmos em casa, ou em qualquer outro lugar, e eles forem autorizados á isto, acorrerão á nosso encontro.
322. Aqueles á que ninguém devota memória, se independizam deste processo, e seguem seu rumo mais ou menos ditoso.
323. De qualquer maneira, a presença ou não de seus despojos onde alguém se lembrar dele, em nada o aproveita. Somente a intenção sincera de lhe fazer o bem, a saudade, a oração por si, pode lhe favorecer em sua jornada.
324. Mesmo as solenidades em seu nome, se desprovidas de sentimento, nada lhes acrescenta.
325. A fixação por determinado lugar para ser enterrado, demonstra preocupação com um aspecto secundário da morte, e não se coaduna com a elevação espiritual. Mas isso se aplica aos que já se foram, e não á seus familiares. Testemunhar preocupação com a junção dos despojos de seus familiares em um mesmo local, é no mínimo um sinal de respeito e simpatia.
326. Como cada espírito se encontra em determinado estágio de evolução espiritual e entendimento, existem aqueles em que perduram por mais tempo as preocupações com homenagens em seu nome, mas fatalmente acabarão por superar esta fase.
327. Há, ainda, aqueles que têm a oportunidade de presenciar as querelas envolvendo partilhas de bens. Seria oportuno que todos reconhecessem que haverá um dia em que todas as máscaras cairão. Que tenhamos a consciência limpa neste dia e em todos os demais!
328. É evidente que o sentimento disseminado entre a humanidade, em todos os tempos, acerca da continuidade da vida, patenteia uma intuição com relação ás verdades espirituais. Enquanto estas verdades vão se descortinado, compete-nos respeitar para sermos respeitados.
Fiquemos em paz. E que Jesus nos acompanhe. Graças á Deus.
Pedimos desculpas pela demora em atualizar nossas postagens: tivemos alguns problemas, já sanados.
Felizmente, o assunto é quanto ao Dia de Finados, e ainda está em tempo de ser comentado.
Comentemos, então, de acordo com a ordem das perguntas de O Livro dos Espíritos, inseridas na postagem anterior.
320. Os espíritos se sensibilizam com nossas lembranças. Dependendo da situação em que se encontrem, isto lhes serve de felicidade ou alívio.
321. Não faz diferença em que dia os lembremos, em verdade deveríamos cultivar sua memória todos os dias. Mas se engana quem pensa que eles não se encontram nos cemitérios no dia consagrado á sua visitação: nós mesmos nos condicionamos á marcar um encontro com eles nesta data, nestes lugares!
Se os lembrarmos em casa, ou em qualquer outro lugar, e eles forem autorizados á isto, acorrerão á nosso encontro.
322. Aqueles á que ninguém devota memória, se independizam deste processo, e seguem seu rumo mais ou menos ditoso.
323. De qualquer maneira, a presença ou não de seus despojos onde alguém se lembrar dele, em nada o aproveita. Somente a intenção sincera de lhe fazer o bem, a saudade, a oração por si, pode lhe favorecer em sua jornada.
324. Mesmo as solenidades em seu nome, se desprovidas de sentimento, nada lhes acrescenta.
325. A fixação por determinado lugar para ser enterrado, demonstra preocupação com um aspecto secundário da morte, e não se coaduna com a elevação espiritual. Mas isso se aplica aos que já se foram, e não á seus familiares. Testemunhar preocupação com a junção dos despojos de seus familiares em um mesmo local, é no mínimo um sinal de respeito e simpatia.
326. Como cada espírito se encontra em determinado estágio de evolução espiritual e entendimento, existem aqueles em que perduram por mais tempo as preocupações com homenagens em seu nome, mas fatalmente acabarão por superar esta fase.
327. Há, ainda, aqueles que têm a oportunidade de presenciar as querelas envolvendo partilhas de bens. Seria oportuno que todos reconhecessem que haverá um dia em que todas as máscaras cairão. Que tenhamos a consciência limpa neste dia e em todos os demais!
328. É evidente que o sentimento disseminado entre a humanidade, em todos os tempos, acerca da continuidade da vida, patenteia uma intuição com relação ás verdades espirituais. Enquanto estas verdades vão se descortinado, compete-nos respeitar para sermos respeitados.
Fiquemos em paz. E que Jesus nos acompanhe. Graças á Deus.
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