"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela. Que estreita é a porta, e que apertado o caminho que leva para a vida, e que poucos são os que a encontrem."( Mateus,VII:13,14).Na palestra de quinta-feira, nossa querida Marga teceu comentários acerca dessa passagem bíblica.
Sua preocupação dizia respeito á dependência que temos com relação á opinião dos outros, e alertou-nos de que “se a porta é estreita, pode ser que somente entre um por vez”.
Não conseguiremos reproduzir aqui a beleza de seus comentários, mas tentaremos refletir sobre o assunto.
De fato, o caminho da salvação é individual: Jesus o afirmou em “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.(Mt,XVI:24)
Seguir a Jesus implica em anular o egoísmo, a vaidade, o orgulho, a fim de estar totalmente disponível para fazer a vontade de Deus.
É muito mais fácil viver os prazeres do mundo: o que dá prazer carnal é mais rápido de sentir, gostamos mais do que nos estimula o corpo.
Mas segundo nos afirma Paulo em sua 1ª Epístola aos Tessalonicenses,IV:3:“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação”
Em João, se mostra a necessidade de “morrer para o mundo”:“Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer produzirá muito fruto. Quem ama sua vida perde-a, e quem perde a sua vida neste mundo, guarda-a para a vida eterna” (Jo,XII:24,25).
É neste contexto que se insere a porta estreita: é preciso estar disposto a perder a vida para ganhá-la.
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição ... Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à Vida” (Mt,VII:13).
Fechar os olhos aos condicionamentos do mundo, em nome da fé, é muito difícil, pois significa renunciar aos ditames da moda, da criação de valores artificiais em detrimento dos morais, é fadar-se ao isolacionismo com relação á maioria das pessoas com as quais convivemos.
E aí talvez que reside o maior problema: nossa razão está pronta para entender a necessidade deste caminho, mas nossa emoção encontra dificuldades em fechar-se para o mundo. Carecemos enormemente da aprovação pública de nossos atos, e entre ficarmos isolados, com a razão, e concedermos ao grupo para sermos aceitos, optamos pela aceitação do grupo, e silenciamos, ficarmos em “perdição”.
Este problema, que aflige enormemente especialmente os jovens, tem seus reflexos em uma vida vazia, preenchida com os prazeres efêmeros, culto á valores transitórios, modismos, falta de estabelecimento de prioridades, quedas inúmeras em drogadição e similares.
Quantas oportunidades se perderam por lutarmos contra a nossa razão?
Quantas vezes falhamos ao preferirmos entesourar bens que a ferrugem destrói?
A resolução deste problema pede-nos coragem para a reflexão, coragem para ter a fé raciocinada, que não nos pede afastamento do mundo, mas inserção segura neste mesmo mundo para melhorá-lo, para trazer á ele os valores imperecíveis do espírito, em detrimento dos valores da matéria.
Não devemos manter dependência da opinião das pessoas que nos cercam, mas devemos nos fortalecer para, respeitando os outros, construir nosso próprio caminho, e servir de exemplo para estes mesmos outros, na atuação segura que tivermos no reto caminho.
Se o caminho é estreito, se a tarefa é difícil, torna-se, então, inadiável começá-la, pedindo forças ao Mestre Jesus, para nos amparar nas horas difíceis.
Fiquem todos em paz. E que Assim Seja.
Se o caminho é estreito, se a tarefa é difícil, torna-se, então, inadiável começá-la, pedindo forças ao Mestre Jesus, para nos amparar nas horas difíceis.
Fiquem todos em paz. E que Assim Seja.


