sábado, 10 de outubro de 2009

Homenagem


Eis a foto de quem manda em nossa casinha de oração.
Ao lado dela, o nosso Presidente, Sr. Joaquim.

Queridos amigos:

Apesar de não sermos apegados ao personalismo, gostaríamos de pedir licença para estampar aqui a foto de um casal que nos serve de modelo, em nossa prática.
São Sr. Joaquim, Presidente da União Espírita de Peruíbe, e sua espôsa, nossa querida Maria, primeira dama, com toda a honra.
Aproveitamos para tecer alguns comentários.
Sabemos que existem no meio espírita, assim como em qualquer atividade humana, pessoas que "fazem carreira" elogiando em demasia, e se aproximando de quem tenha algum "status".
Não é o nosso caso. Sabemos que o chamado "status" de alguém, em Espiritismo, é sua ascendência moral, é seu trabalho, e se traduz em aumento da responsabilidade. "Muito será cobrado á quem muito for dado".

Sabemos, também, que não devemos fomentar o orgulho e a vaidade. Mas podemos deixar claro á quem queremos incentivar em sua prática: você (no caso, vocês) é (são) um modelo de trabalho para quem desejar trilhar o caminho da reforma íntima, o caminho reto da obra do Senhor.
É por isso que mostramos á todos vossa foto, para que saibam que todos nós os reconhecemos, e agradecemos vossos esforços, mormente quando nossa casinha mais carecia de trabalhadores e amparo.
Que aprendamos com pessoas deste quilate a lição do trabalho e da caridade.
E que tenhamos a disposição e a qualidade que vocês demonstram.
Que Assim Seja.

Em tempo: É claro que a mandatária manda também em casa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ainda sobre a Parábola dos Trabalhadores da Vinha

Queridos irmãos:

Vamos retornar á Parábola dos Trabalhadores da Vinha, os trabalhadores da última hora, para comentar alguns aspectos que nos foram cobrados.

Os Espíritas, entre os quais nos incluímos, têm a interpretação de que os primeiros assalariados, logo ao nascer do dia, possam ter sido os Hebreus, á quem, através de Moisés, Deus teria “chamado” ao trabalho, lhes enviando o conceito de monoteísmo.

Os trabalhadores assalariados nas demais horas, poderiam, segundo essa interpretação, ser os profetas do povo hebreu, depois os apóstolos do Cristo, os formadores da Igreja Cristã nascente, e assim por diante.

E os últimos, os trabalhadores da última hora, então, seriam os Espíritas, convocados ao trabalho a partir da publicação de “O Livro dos Espíritos”.

Sem querer polemizar, cremos ser esta interpretação apenas mais uma, que não pode adquirir ares de verdade inconteste, haja vista alguns aspectos, que comentaremos a seguir.

Em primeiro lugar, as Parábolas são alegorias, não são para serem tomadas ao pé da letra, e têm caráter universalizante: não são dúbias, em seu aspecto moral, mas são suficientemente abertas em seu conteúdo para serem usadas amplamente no tempo e no espaço cultural de quem delas se aproxime.

Em segundo lugar, e vinculado ao primeiro aspecto mencionado, os trabalhadores da última hora recebiam seu pagamento perante os demais trabalhadores. Portanto, não poderiam ser os mesmos espíritos, e bem o sabemos no Espiritismo, muitos de nós que hoje nos esforçamos para nos manter trabalhando para o Senhor, já fomos convocados ao trabalho em outras épocas, e não demos continuidade á tarefa iniciada.

Assim é que a bondade divina nos concede sempre novas oportunidades, novos chamados, e esta verdade sofreria prejuízo em uma interpretação literal da parábola, haja vista que nós podemos ter feito parte do povo hebreu, á época de Moisés, ou convivido no tempo do Cristo, com os Apóstolos, etc.

Por fim, e sem querer ofender á ninguém, não concordamos com este entendimento de que com o Espiritismo a História está completa.

E se a última hora ainda não chegou?

Deus não “assalaria”, á cada novo dia, trabalhadores para a sua obra?

Porque com os Espíritas chegou o momento do pagamento?

Acaso isto não nos confere um certo ar de “eleitos”, que pode nos fazer adquirir uma certa “superioridade”, com relação á nossos irmãos de outras designações religiosas?

Para bem nem que fosse apenas da dúvida, se isto nos fizesse prestar mais atenção nas advertências de Kardec quanto ao orgulho e ao egoísmo, seria melhor que não propagassemos este tipo de interpretação entre nós, é o que pensamos.

Fiquemos todos em paz.

Que assim seja!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ações do IECIM


Queridos Amigos:
Vamos mais uma vez, com imensa satisfação, cumprir nossa obrigação de apoiar as ações de nossa casa co-irmã, o IECIM-Peruíbe.
Por conta da campanha Natal com Jesus, haverá o cadastramento das famílias necessitadas, no dia 11/10/2009, PRÒXIMO DOMINGO, á partir das 9h00.
Nosso caro amigo Henrique distribuiu CONVITES nas casas de Peúíbe, e quem necessitar pode procurar o Caliman, na Casa do Caminho, ou o Joaquim, na União Espírita.
Ou mesmo comparecer na data, na Avenida Rio Branco, nº 88, na sede do IECIM.

O IECIM pede para colocarmos o número de sua conta bancária, caso as pessoas queiram colaborar com estas e outras ações: Banco Bradesco, Agência 2199 - Conta Poupança 021320-9. Favorecido: Instituto Espírita Cidadão do Mundo. CNPJ 03.260.188/0001-03.

Serão distribuídas 4.000 cestas básicas, no valor de aproximadamente R$ 50,00 cada, para as famílias cadastradas em Embu, Heliópolis e Peruíbe.
Em nossa cidade, a entrega se dará em 29/11.

Por fim, o IECIM convida á quem interessar, para seu jantar beneficiente, que se realizará em 17/11/2009, no Clube Hebráica, na Rua Hungria, nº 1000, Jardim Paulistano, na capital, cujo convite está sendo vendido á R$ 100,00, com todos os fundos arrecadados revertidos para as obras do IECIM.

Que haja sucesso nestas empreitadas. Que seja feita a caridade. E que o Mestre Jesus não nos abandone, hoje e sempre.
Que Assim Seja!

domingo, 4 de outubro de 2009

OS TRABALHADORES DA OBRA DO SENHOR (4)


Continuaremos nossa análise, comentando, agora, a chamada “Parábola dos Vinhateiros”.


Em Marcos, XII:1-9, Jesus promete que, se aqueles escolhidos para trabalharem na vinha (no caso em questão, os arrendatários), não se comportarem adequadamente (aqui, sacrificam até mesmo o filho do Senhor, numa clara alusão a ele mesmo, Jesus), o Senhor os destruirá, e arrendará a vinha á outros. (Idêntico em Lucas,XX:9-16)
Na parábola, os arrendatários não desejam prestar contas, têm notória ganância, desejo de lucrar para si o que lhes era concedido em empréstimo, por assim dizer.
Como trabalhadores da obra do Senhor, estamos isentos de nos apoderar de seus “lucros”, sejam materiais ou espirituais?
Devemos nos precaver de não tomar como nosso o que apenas nos foi concedido por misericórdia divina.

Passando ao Evangelho de Lucas, neste encontramos recomendações ao devotamento ao trabalho do Senhor:
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.”Lucas,IX-23.
Há a evidente ênfase na constância do trabalho: “...a cada dia”.

E temos de o realizar, plenamente dedicados: “E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.” Lucas, IX:62.

Dedicação plena e exclusiva:
“Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” Lucas, XVI:13.
Ou seja, na obra do bem, não podemos cultivar outros valores, que não os espirituais.
Em inúmeras outras passagens do Evangelho o Mestre deixou claro que, se o homem encontra no mundo o pagamento para seus trabalhos, então não é digno de receber outra recompensa, já teve seu pagamento!
Portanto, não podemos adentrar ao trabalho da obra do Senhor com avareza, ganância, injustiça, etc.

E vêm as exortações para considerarmos tudo isto mera obrigação:
“Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” Lucas,XVII:9-10.

E ainda em Lucas, XIX:12-26, a “Parábola das Moedas de Ouro(minas)” repete os conceitos da “Parábola dos Talentos”: o que devolveremos á Deus, dos recursos colocados á nossa disposição para a prática do bem?

Já em João, XII:26, o Mestre nos exorta á segui-lo: “Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.”
É óbvio que segui-lo significa seguir seus exemplos, e passamos a poder ser chamados de “seus servos”!

Conscientes de nossas limitações, sem presunção de sermos maiores até do que nosso Senhor: “Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.” João, XII:16.

E num sublime exemplo de humildade, o Mestre lava os pés de seus Apóstolos, para, depois, concluir:
“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.”

Que glória sublime sentir-se chamado pelo Cristo para sua obra!
Que felicidade imensa seria poder receber Dele este título: seu amigo!
Enquanto nos encontramos incapacitados para tal feito, comecemos aprendendo á bem o servir, através de suas próprias instruções, colhidas no Evangelho que Ele nos deixou.

Esperamos que estes apontamentos sejam úteis á quem queira trilhar este caminho.
E que Assim Seja!