sexta-feira, 23 de março de 2012

“Orai e Vigiai além das fronteiras do Evangelho”

Queridos Amigos:
Temos a felicidade de postar aqui um texto do amigo Alexandre Peruzzi, trabalhador da Casa do Caminho. Este texto serviu de base para uma palestra que o mesmo proferiu, e foi adaptado inicialmente para ser publicado no BIME, mas depois, por diversas questões de logística, optamos por postar aqui.
Esperamos que o texto nos leve ás reflexões necessárias, e que a postagem estimule á todos á buscarem novas tarefas no meio espírita.
Fiquemos com Jesus!

“Orai e Vigiai além das fronteiras do Evangelho”



Há algumas semanas um amigo meu relatou-me uma situação bastante constrangedora envolvendo um trabalhador espírita. Segundo o próprio, ele foi tratado com hostilidade no comércio deste trabalhador, e me contava tal caso não a título de fofoca, mas sim por pura consternação. Disse que não esperava aquela postura de uma pessoa que se dizia espírita e que além disso, ainda trabalhava numa casa. A princípio eu quis tomar partido em favor do meu amigo, mas preferi silenciar-me ao invés de tecer qualquer comentário. Em casa me dei conta de como são vidraças aqueles que optam por tornar-se pessoas públicas. Em especial nesse caso, não podemos esquecer que dentro do espiritismo não há espaços para dogmas, e tudo aquilo que temos pra transmitir está condensado no evangelho. O trabalhador espírita é um voluntário da casa que está sujeito aos mesmos erros, faltas, inseguranças e fragilidades de qualquer pessoa, e não são nem devem servir de modelo para ninguém. O nosso modelo é Jesus Cristo. Estamos aqui ou em qualquer outra casa como instrumentos, como porta-vozes o que não nos faz em nenhum momento melhores ou piores que nosso semelhante. Claro que tal episódio também deve ter servido para o trabalhador em questão, refletir sobre o acontecido e procurar numa próxima oportunidade manter seu equilíbrio, não apenas por ser um voluntário de uma casa espírita mas sim em prol da sua reforma íntima. Por isso devemos estar sempre atentos e vigiando.


Nós precisamos abrir nossas mentes e estender nossos horizontes, interpretando nossas leituras e adequando-as para as necessidades de nossa vida, e isto de forma prática e contínua.


O evangelho assim como tantos outros livros de cunho espiritualista, não deve ser limitado somente ao uso ritualístico. Podemos e devemos ir além. Além das paredes dos Templos, alem das rodas de estudo espíritas, alem das pregações e dos sermões e mais além ainda do que seu uso dogmático de acordo com as interpretações e adequações de cada religião. Devemos colocar o evangelho nas nossas vidas como um verdadeiro, precioso e sempre atual Manual de Bem Viver. As mensagens do Cristo nesses dois mil anos nunca caíram em desuso e sempre serviram como guia, ajudando e confortando aqueles que buscam, interpretam e praticam o conteúdo evangélico.


O que vem a ser o “Orai e Vigiai alem das fronteiras do evangelho”? Resumidamente pode interpretar-se como equilíbrio e atenção. A oração como ferramenta essencial para nos sintonizarmos com freqüências de vibrações superiores e positivas, dando o start necessário para nosso equilíbrio ou reequilíbrio. Este estado de oração, de diálogo com o mais elevado, deveria tornar-se mais constante, como se tivéssemos sempre aquele nosso grande amigo para nos ouvir, nos alertar e nos consolar, e podem ter certeza que lá estará pronto para nos dar a paz necessária nos momentos mais atribulados. A oração é aquele momento de busca interior, onde você vai a procura da paz necessária para tomar decisões difíceis e escolher o caminho correto a ser seguido. No momento da escolha é que entra a Atenção ou Vigilância.


Essa Vigilância é que não pode limitar-se ao aprendizado religioso, as catequeses, como se devêssemos estar apenas atentos para nos afastar do pecado ou a eminência do mesmo. Antes de nos preocuparmos com o PECADO como algo pronto e formatado ensinado em tantas outras doutrinas, não podemos nos esquecer de estarmos atentos a pequenas escolhas feitas diariamente todos os dias da nossa vida. É como se estivéssemos numa imensa rodovia que nos leva para um destino certo e necessário, mas que durante essa viagem, em determinadas ocasiões, escolhêssemos atalhos, variantes, outros caminhos que acabam por nos colocar em outra rodovia. Uma rodovia sem destino preciso, uma rodovia sem sinalização, uma rodovia esburacada, enfim, uma rodovia que atrase a nossa viagem. Devemos estar vigilantes e atentos para não tomarmos os atalhos que parecem insignificantes, mas que nos levam a “rodovia” do vício, do desequilíbrio, da marginalidade, do desamor.


Quando nos defrontamos com casos assombrosos veiculados todos os dias pelos meios de comunicação, temos nós a sensibilidade de procurar saber o motivo pela qual foi desencadeado qualquer que seja o escândalo da vez? Um assassino em série, um corrupto no planalto, casos de estupro e violência gratuita contra a mulher, desrespeito com os mais velhos. Seria o corrupto ou o assassino, produtos prontos nascidos cada qual com essa missão?? Claro que não, pois não nascemos maus. Adquirimos características boas ou más, de acordo com as escolhas feitas durante nossa trajetória de vida.


A construção do nosso caráter, o amadurecimento de nossa moral, o semear de novas e boas amizades, a valorização da família, o amor ao conhecimento são frutos das boas opções que escolhemos ou não, todos os dias. A opção por um amor verdadeiro ao “amor” simplesmente carnal fundamentado na sensualidade, a opção por ser feliz com suas conquistas materiais dentro das suas condições e limites ao invés de viver insatisfeito e frustrado ante uma pilha de carnês e dívidas desnecessárias, feitas muitas vezes por pura ostentação, a opção por devolver o troco que foi dado a mais simplesmente pelo fato de não querer o que não é seu e não pelo medo da lei de causa e efeito, a opção de comer e beber apenas o necessário, mantendo dessa forma seu corpo saudável para que possa até ser usado como instrumento da espiritualidade, emfim, tantas opções e tantos caminhos a seguir, tantas escolhas das mais complexas às mais simples mas que em todas, se forem feitas dentro da paz e do equilíbrio alcançados pela constância da oração, estaremos sempre vigilantes e atentos para seguirmos em direção ao melhor caminho e optarmos pela alternativa correta.


Por fim irmãos, mantenhamo-nos atentos e vigilantes, aplicando o evangelho de forma prática e constante, tal qual o físico ou o matemático que empregam no cotidiano e nas tarefas mais simples, formulas complexas que quando meninos achávamos que só serviriam para tirar nosso sono nas vésperas das provas. Não somos mais meninos e as formulas estão aí para facilitar as nossas vidas, basta ler, interpretar e praticar. Que Deus nos Abençoe a Todos!


Alexandre Peruzzi.

domingo, 18 de março de 2012

Queridos Amigos:
A USE convida, e nos reforçamos o convite:





O encontro possibilitará tirarmos dúvidas quanto aos processos eleitorais da entidade.
É uma demonstração de democracia e incentivo á participação da entidade.
É uma oportunidade de integração e crescimento para todos nós, especialmente para os dirigentes das casas da Baixada Santista e Vale do Ribeira.
Esperamos que o evento seja um sucesso, com participação relevante de nossos trabalhadores.
Que Assim Seja!