Recentemente voltou á tona um assunto acerca do conceito de “felicidade interna bruta”. Este conceito foi introduzido no pequeno país asiático chamado Butão, por seu rei, em 1972, e busca estabelecer parâmetros diferentes para medir o enriquecimento de um país: ao invés de basear-se apenas no crescimento econômico, como é o caso do Produto Interno Bruto, passou-se a medir também a melhoria da vida em função dos preceitos budistas, religião oficial do país.“Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como objetivo primordial o crescimento económico, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, assim se complementando e reforçando mutuamente. Os quatro pilares da FIB são a promoção de um desenvolvimento sócio-econômico sustentável e igualitário, a preservação e a promoção dos valores culturais, a conservação do meio-ambiente natural e o estabelecimento de uma boa governança.” (Wikipédia)
Não queremos aqui fazer análise política, nem propaganda ideológica de um Rei e um reinado do qual não temos suficientes informações para opinar.
Mas o aproveitamento do conceito nos ocorreu no momento de prestar contas de nosso trabalho na compra e venda de livros para arrecadação de fundos para nossa casinha.
Explicando: para fazer frente ás necessidades materiais de nossa casinha de oração, criamos e administramos um fundo para compra e revenda de livros, que prestou contas de seu desempenho até 31/08/2009.
Tivemos lucro financeiro nas operações: compramos 03 lotes de livros, vendemos 130 livros, pagamos os nossos fornecedores, restou pequeno lucro, devidamente registrado e a disposição dos membros da casa, e ainda incorporamos 27 livros ao nosso estoque, para venda a posteriori.
Mas, é só isso?
É claro que não é só isso!
Tivemos a grata surpresa de incrementar a leitura nossa e de nossos frequentadores muito mais do que imaginávamos.
Além do aumento da leitura, ele se deu em livros eminentemente doutrinários, com uma venda de livros de Kardec que nos surpreendeu á todos.
Não temos preconceito contra os autores mais populares do espiritismo, mas nossa intenção não era vender á qualquer preço, com o perdão do trocadilho, mas sim qualificar nossos frequentadores, e para isso era necessário oferecer qualidade literária.
Também não majoramos o preço, visando ter muito lucro: o incremento da leitura já é lucro!
Neste momento, vemos as pessoas mais interessadas em estudar, mais felizes por encontrar respostas ás suas indagações, interessadas em presentear aos conhecidos com obras espíritas.
E um efeito colateral inesperado ocorreu: os livros começam á retornar, depois de lidos, como doação para nossa biblioteca, que conta com mais de 200 títulos de obras espíritas, para serem ofertadas á quem desejar ler, sem custo algum.
Ou seja, os compradores de livros já ajudaram a casa, e agora continuam prestando o serviço de caridade ao nos proporcionar realizar o empréstimo dos livros pelos quais pagaram!
É muita felicidade interna bruta!
Esperamos com este texto agradecer á esses irmãos, e incentivar as casas espíritas a realizar este tipo de projeto. Dá muito trabalho, mas como é evidente, muita satisfação também.
Fiquem todos com Deus. Assim Seja.
