sexta-feira, 24 de julho de 2009

A Cura Espiritual (4)

...continuando...

9.Existem, então, casos que demandariam muito tempo em tratamento?
Como foi dito anteriormente, existem lesões no ser espiritual que por serem mais profundas não podem ser curadas no período relativamente pequeno de uma vida terrena. O processo de cura pode iniciar-se no corpo encarnado, curando as camadas externas do perispírito ou facilitando que a doença aflore nas camadas mais externas, liberando-a das camadas mais profundas, e depois continuar no mundo espiritual, quantas vezes necessário for.
Existem exceções, quando por merecimento, vontade de renovação individual intensa, profunda e determinada, acompanhada por uma renovação moral cristã, em que a cura espiritual é obtida em uma reencarnação, ou mesmo em um período breve da existência na terra.
O que se diz em medicina terrena, também se aplica a medicina espiritual - cada caso é um caso - e deve e será analisado e tratado individualmente.
A fé, a vontade firme de renovar-se moralmente e integralmente, o amor e a perseverança no bem, é que vão determinar ou provocar a cura.

10.Existe uma mediunidade específica para a cura?
Allan Kardec no Livro dos Médiuns, 2.ª parte, cap. XVI, item 189, registra: "Médiuns curadores: os que têm o poder de curar ou de aliviar os doentes, pela só imposição das mãos, ou pela prece. Esta faculdade não é essencialmente mediúnica; possuem-na todos os verdadeiros crentes, sejam médiuns ou não. Ao mais das vezes, é apenas uma exaltação do poder magnético, fortalecido, se necessário, pelo concurso de bons Espíritos”.
No Cap. XIV do mesmo livro, item 175, sobre médiuns curadores:"...este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação.”
E sobre magnetismo, no mesmo item (175): “Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o que constitui a mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser qualificadas de médiuns curadores recorre á prece, que é uma verdadeira evocação.”
E no Cap. XVI, item 193,sobre os médiuns receitistas: "Tem a especialidade de servirem mais facilmente de intérpretes aos Espíritos para as prescrições médicas. Importa não os confundir com os médiuns curadores, visto que absolutamente não fazem mais do que transmitir o pensamento do Espírito, sem exercerem por si mesmos influência alguma. Muito comuns".

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Cura Espiritual(3)

...continuando...

8.Dentro do que foi dito até aqui, pode-se entender a doença como uma forma de punição de Deus á nós?
Imaginar que Deus nos puna através da doença é atribuir a Ele nossos defeitos. Deus não pune, nem castiga ninguém. Ele é toda a perfeição, toda a bondade. Esta imagem de Deus é a visão antropomórfica de um ser semelhante á nós, com preferências pessoais, com mágoas, com ódios, rancores, etc, visão que as religiões dogmáticas alimentaram durante milênios, e que ainda hoje temos dificuldades em superar, por estar fortemente gravada em nosso subconsciente. Ademais, é cômodo atribuir á Deus responsabilidade por nossas mazelas: assim não precisamos fazer nossa parte.
As doenças devem ser entendidas como oportunidades de purificação e de retomada do reto caminho.
O que Deus fez foi criar leis perfeitas, que regem todos os processos naturais. Quando nos afastamos da aplicação correta destas leis, criamos em nós acúmulos energéticos malsãos, ou se quiserem usar outros termos, necessidade de resgate cármico, ou necessidade de reajuste, ou quantos nomes as diversas doutrinas quiserem dar.
A realidade é que, se não amamos, se não trabalhamos para o bem , se não praticamos a caridade, nos desviamos do caminho de Deus. Criamos então, nós mesmos, a necessidade de á ele voltar, através da dor purificadora, ou através do amor, que “cura uma multidão de erros”.
A doença, vista por este prisma, é a oportunidade de nos livrarmos das energias densas que acumulamos nesta e em outras vidas. É a oportunidade do resgate de nós mesmos, enquanto criaturas divinas. É a chance de nos “conformarmos” aos ditames da espiritualidade superior, á leis divinas.
Isto não quer dizer que devamos querer a doença, que ela seja um bem!
Quer dizer que ela é uma necessidade daqueles (todos nós) que se desviaram do caminho reto, da porta estreita.
Ela é o remédio, por vezes muito amargo, necessário á nossa correção.
E para aqueles que convivem com doentes em sua família ou meio social, é também oportunidade de aprender e exemplificar o amor, de se elevar, sublimar suas energias através da doação plena de amor.
E além de remédio, a dor é vacina.
Vendo o sofrimento dos que nos são caros, sofrendo com as ações dos outros com relação á quem amamos, nos apiedando com o sofrimento das pessoas próximas e/ou distantes de nós, aprendemos a salutar advertência do "não fazer aos outros aquilo que não queremos para nós mesmos".
Devido ao medo que nos infunde, devido ao sofrimento retificador, devido ás lágrimas choradas por nossa situação, ou pela situação daqueles á quem amamos, aprendemos á não errar, não odiar, não nos magoar, aprendemos, enfim, a verdadeiramente amar, e a preparar nosso espírito para a verdadeira saúde espiritual, que só advirá quando estivermos “limpos” das energias malsãs, expurgadas através da dor ou do amor.
E que Assim Seja!

terça-feira, 21 de julho de 2009

A Cura Espiritual(2)

Continuando...

4.Como se processa a cura?
A cura definitiva, integral ou verdadeira se dá de dentro para fora, do espírito para o corpo físico, e não o contrário. Depende, portanto, do esforço individual. O nosso propósito sincero deve ser o da renovação íntima, e do aprimoramento dos conhecimentos das leis de Deus, que regem todo o universo em que vivemos. O homem deve aprender a restituir a si mesmo a harmonia espiritual perdida. O sintoma é sempre um efeito exterior, e devemos ir em busca do nosso interior para dissolver a causa espiritual dos desajustes.

5.É cura, mesmo, ou apenas se atenua os sintomas das doenças?
Para falarmos em “cura total”, deveríamos poder tratar a causa das doenças e não os seus efeitos. Onde está a causa da doença? Quais são os seus efeitos? A causa está em seu espírito doente, ou em seu perispírito, que registrou seus hábitos não saudáveis, ao longo das eras. Os efeitos da doença manifestam-se no corpo físico, ou afetando o estado emocional e psicológico. As causas podem ser várias, mas estão relacionadas com o que é o Ser individual, sua personalidade manifesta, seu inconsciente ou subconsciente. Elas podem ser encontradas impressas no perispírito, já que este "é o envoltório semi-material do Espírito, e que nos encarnados, serve de laço ou intermediário entre o Espírito e a matéria; e nos Espíritos errantes, constitui o corpo fluídico do Espírito".
Deste modo, para se atuar sobre as causas da doença, deve-se atuar sobre o perispírito ou mais profundamente, sobre o Espírito ou Ser Espiritual.
Os remédios atuam sobre o corpo físico ou encarnado, sendo portanto somente paliativos, já que curam os efeitos, mas não as causas das doenças. Para o espírito regenerar-se ou curar-se, é preciso muitas vezes, a atuação ou ajuda espiritual, através da prece, do passe, da doutrinação dos desencarnados que ora se ligam ou são atraídos pelo indivíduo. Todos estes fatores atuam sobre o perispírito, e auxiliam a cura do Ser Espiritual. Mas, a cura do Ser espiritual, em um nível mais profundo, requer ainda um pouco mais: requer uma mudança de atitude, da personalidade manifesta, do consciente e do subconsciente. Requer, portanto uma mudança profunda e definitiva, uma mudança radical daqueles aspectos desencadeadores da doença ou seja, a renovação do indivíduo.
Mudanças radicais são lentas, por que são o resultado do conhecimento adquirido e da integração deste conhecimento à personalidade ou ao ser espiritual.
Portanto, mudar-se significa trabalhar interiormente o aspecto que se quer modificar, e para isto primeiro, é preciso identificar o que se quer e pode ser mudado: é o auto-conhecimento.
Á cura espiritual segue-se a cura do corpo, já que o corpo reflete o espírito.
(Boa parte dessa resposta foi tirada de http://www.espirito.org.br/portal/palestras/ceecp/a-cura-real.html)

6.Onde se dá a atuação, no corpo ou no espírito?
Como se viu na resposta anterior, em todas as instâncias. Mas muito mais lento, profundo e permanente quanto mais se atue no espírito.
Ou seja, se a pessoa procura uma cura, mas sem interesse efetivo na reforma íntima, poderá colher alívio de suas dores, mas com o tempo os sintomas voltarão, ou através da mesma patologia, ou através de outra, em outra parte do corpo.

7.Pode-se afirmar que este processo ocorre somente na casa espírita?
É claro que não: Deus, na sua infinita bondade, não permitiria que processos de distribuição de suas bençãos ficasssem relegados á grupos ou seitas, os casas, ou igrejas, ou denominações quaisquer. Como é um processo natural, espiritual, pode acontecer na casa espírita, na Umbanda, no Candomblé, na Igreja Católica, nas Igrejas Evangélicas, no Budismo, etc... Ou mesmo nos consultórios médicos ou com o indivíduo isoladamente, desde que este mobilize os recursos da fé.

Voltaremos ao assunto...

domingo, 19 de julho de 2009

A Cura Espiritual (1)

Queridos irmãos:
Vamos iniciar hoje uma série de postagens referentes ao tema da “cura espiritual”
Sempre nos deparamos com perguntas sobre esse assunto, e tentaremos auxiliar a reflexão de todos, deixando bem claro não sermos especialistas nele, e nem pretendemos dar a última palavra em nada.
Apenas busquemos organizar o pensamento da melhor maneira possível, elucidando questões para quem tem menor possibilidade de estudá-las do que nós.
Que os amigos não esperem tratados doutrinários densos e profundos, pois esse não é o objetivo desse espaço, mas sim o de proporcionar uma leitura leve e útil sobre os assuntos que discutimos permanentemente em nossa casinha de caridade.
Colocaremos na forma de perguntas e respostas, para facilitar a evolução do raciocínio.

1.Existem as curas espirituais?
É claro. Senão, nosso modelo de perfeição, Jesus, não teria orientado aos discípulos para que curassem. (Mateus,X:1 e 8)
É evidente que isto é uma crença de fundo religioso, e não temos nada a nos envergonhar disso, mas cumpre salientar que a ciência tem inúmeros casos catalogados, e não fornece, ainda, nenhuma explicação definitiva.

2.Essas curas são milagrosas?
Não é assim que as vemos no Espiritismo: vemos uma sujeição natural da matéria ao espírito. Ou seja, são leis da natureza que regulam os fenômenos de cura. Natureza e leis sujeitas aos ditames divinos, perfeitas e imutáveis, não derrogáveis, isto é, não sujeitas ás vicissitudes humanas. (Para estudo, sugere-se o livro A Gênese, de Allan Kardec, em sua parte referente aos milagres e ás predições)

3.É a mesma coisa falar em “cura espiritual”, “cura pelo pensamento”, “cura quântica”?
Quem emite pensamento é o espírito, portanto “cura espiritual” ou “pelo pensamento” podem ser tomados como sinônimos. Mas, quanto á “cura quântica”, deve-se tomar cuidado com o termo, que tecnicamente refere-se á difusão do pensamento no espaço-tempo de forma desconexa, por falta de um condutor. O espiritismo, através de André Luiz, admite a energia eletromagnética como condutora do pensamento. Devemos pesquisar. Da mesma maneira, inúmeros termos são popularizados, a partir da venda de livros, ou da criação aleatória de “escolas de pensamento”, e não necessariamente se prestam ao assunto em questão, sem antes serem devidamente avaliados.

Continuaremos oportunamente. Fiquem em paz. Assim Seja.