sábado, 19 de setembro de 2009

A Fé Que Remove Montanhas


Queridos Amigos:
Tivemos oportunidade de tecer comentários acerca da passagem do Evangelho sobre a fé que remove montanhas, na palestra em nossa casa, quinta-feira passada.
Gostaríamos, aqui, de salientar os aspectos que consideramos mais relevantes.
Buscando o espírito que vivifica, e não a letra que mata, segundo orientação do apóstolo Paulo, gostaríamos de chamar a atenção para os aspectos da verdadeira fé, não verdadeira no sentido de única válida, como se as outra "fés" fossem mentirosas, mas verdadeira no sentido de completa, acabada, pronta.
Entendemos que a fé é, nesse aspecto, semelhante ao amor: não existe amor errado, ou amor de mentira, o que existe é amor sem todos os requisitos de elevação necessária ao seu equilíbrio na aplicação.
A mãe que passa a mão na cabeça de seu filho, quando este erra, não o corrige, nem o prepara para acertar, não tem menos amor que outra que assim o fizer: tem um amor desequilibrado, um amor incompleto. Assim é que podem existir o amor egoísta, o amor "paixão" por pessoas ou coisas, o amor "medo de perder", etc., sendo todos amor em potência, sem os desenvolvimentos necessários para se chegar ao amor puro.
Com a fé cremos existir algo parecido: existem diversas modalidades de fé que não preenchem os requisitos de equilíbrio necessários ao exercício da fé verdadeira.
E quais seriam estes requisitos?
Não os podemos apontar todos, pois não somos capacitados a tal fim, mas podemos dividir nossas reflexões.
O primeiro requisito é a fé ser atuante.
Cremos ser isso o que Jesus tentou ensinar nesta passagem evangélica: uma fé sem ação, não é fé, é contemplação.
Por isso, um dos corolários da verdadeira fé é a caridade.
Não a caridade material, apenas, mas a vida caritativa de quem exerce uma fé e educa aos outros pela sua ação: um sorriso, uma palavra, o escutar pacientemente alguém.
Outro requisito importante é a fé em Deus.
Parece óbvio, mas existem pessoas que tem fé apenas em si próprios, e mesmo assim realizam prodígios!
"Eu vou conseguir executar esta venda", "Eu vou conseguir comprar aquela casa", "Tenho fé que estudando passarei neste concurso", etc.
Mas estas pessoas, se não acrescentarem á fé em si próprios, a fé em Deus, quando advirem obstáculos insuperáveis em suas vidas, poderão se perturbar, se deprimir, adoeçer, etc., por não entenderem que existe uma potência superior, que a tudo regula, que a cada um dá de acordo com sua sementeira.
Portanto, a falta de fé em deus, impede que compreendamos os mecanismos de funcionamento da vida, e permite que não encontremos explicações para o que categorizamos como injustiças.

Por último, gostaríamos de salientar um outro requisito da fé verdadeira, em nossa opnião: a fé têm de ser, forçosamente, raciocinada.
A fé cega não permite ao homem que desenvolveu minimamente seu raciocínio, encontrar paz em si mesmo.
Digamos que alguém nos obrigue a adotar tal ou qual dogma de determinada modalidade de fé. Pois bem, se encontrarmos qualquer traço de erro neste "orientador" da fé, nossa crença tende a desmoronar, por falta de credibilidade á quem atribuímos orientar nossa fé. A fé pode vacilar.
Se, entretanto, raciocinamos acerca do que nos é demonstrado, e encontramos lógica para convencer nossa razão, nossa fé se fortalece: estamos convencidos na razão e no coração, na lógica e no sentimento, e estamos em paz.
A fé cega é mãe do fanatismo, mãe da separação entre os homens, da categorização dos "eleitos", mãe de muitos erros cometidos ao longo dos milênios, que afastam muitas pessoas até hoje de qualquer modalidade de fé.
A fé cega instituiu a inquisição, a escravidão, o nazismo, a "guerra santa", e "a paz dos cemitérios".
Portanto, fé inabalável somente a que pode encarar a razão frente á frente, conforme bem nos disse Allan Kardec.
Esperamos ter colaborado com as reflexões de todos. Estejam em paz. Assim Seja.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pintura Mediúnica no IECIM-Peruíbe

Queridos Amigos:

Estivemos ontem, dia 16, no evento de pintura mediúnica do nosso IECIM.
Num ambiente saturado das melhores vibrações, uma equipe de três pessoas, vinda de Iporá, Goiás, apresentou aos confrades presentes seu trabalho.
Antes da apresentação, nosso amigo Contreras mencionou, rapidamente, ter recebido á informação de que nossas autoridades concordaram com a solicitação de nós, Espíritas, da produção de um selo comemorativo por ocasião do centenário do nascimento de Chico Xavier, á se efetuar ano que vêm.
Concedida a palavra, a trabalhadora Eunice Santos iniciou sua alocução.
Fez a apresentação de seus companheiros, a médium Daniele Cristina e o colaborador Junior Cezar. Fez questão de agradecer á acolhida carinhosa que recebeu em nossa cidade. Mencionou as agruras do trabalho nos oito anos em que se dedicam á este, as diferentes reações das pessoas nos lugares em que passaram, a atenção caridosa, plena da presença de Jesus, que encontraram no lar do casal Neide e Henrique, que os receberam aqui.
Continuando sua apresentação, Eunice explicou o interesse do trabalho. A presença de mentora espiritual na concepção do mesmo, visando auxiliar o trabalho da casa espírita Seara de Luz, de Iporá, Goiás, e especialmente o asilo, que funciona vinculado á casa, e que acolhe idosos doentes, e/ou abandonados pelos familiares, e/ou que buscam voluntariamente se agregar á casa, na esperança de um final de vida digno.
Teceu comentários sobre ás dificuldades na manutenção deste projeto, as carências materiais, á presença constante das autoridades, não com intuito de socorrer, mas antes com o fito de disciplinar, encontrar falhas, apontar procedimentos, exigir condutas. Neste campo, comentou especificamente a dificuldade em implementar uma lavanderia, exigida pelas autoridades públicas neste momento.
Nos assuntos mais atinentes ao trabalho, Eunice informou como o mesmo se realizaria. Contou-nos da presença constante de uma desencarnada de nome Sofia, que cativava as pessoas onde passavam, e que poderia ser registrada com sua aparência peculiar pela vidência de quem a tivesse. Informou do significado das vestes que a médium utilizava, em homenagem á essa entidade espiritual. Falou-nos da pintura de dois quadros, para apresentação do fenômeno mediúnico, através de Sofia, e da possibilidade de, após esses dois quadros, num trabalho de Cura Espiritual, recebermos as pinturas de Monet, Renoir, Van Gogh, Tarcila do Amaral, entre outros.
Neste trabalho, segundo explicou, somente seriam pintados quadros para as pessoas que os encomendassem, naquele momento, meditando intimamente na escolha das telas ali presentes, que ocultavam em seu verso uma psicografia específica para cada caso, cuja busca, portanto, dependia unicamente da sintonia espiritual dos presentes.
Explicitadas ás questões relativas ao preço, iniciou-se a produção dos trabalhos.
Após breve prece, a médium, posicionando-se em mesa devidamente preparada, com suas tintas e as telas, com o auxílio de Junior Cezar, elabora rapidamente os primeiros quadros, para felicidade dos presentes.
Num ambiente sem obscurantismos, em clima de prece, e com tudo devidamente registrado pelas lentes de nosso amigo Contreras, as pessoas se posicionam na escolha das telas, para a etapa da cura, onde mencionavam aos trabalhadores, discretamente, á quem pretendiam favorecer com as pinturas, se a si próprios, algum familiar ou amigo, seu lar ou trabalho, etc.
As obras, depois de pintadas, ficavam livres para apreciação de quantos o quisessem.
Difícil é transformar em palavras o clima ali instaurado.
Apenas é possível relatar que inúmeros presentes, inclusive nós, fomos surpreendidos pelas cores que exalavam de um quadro de Jesus, postado á parede, atrás da mesa dos trabalhos, no alto, e que sobre sua cabeça emitia reflexos cromáticos insuspeitáveis até então.
Se buscássemos explicações científicas para o fenômeno, de certo as encontraríamos: puro reflexo da luz? Um ar saturado de emanações das cores do próprio trabalho de pintura?
Não o sabemos, e, sinceramente, não estamos preocupados em o saber.
Cumpre registrar aqui que, consoante sua promessa, a presença de Jesus estará sempre em qualquer ambiente em que for pronunciado seu nome, e era em nome dele que as pessoas ali estavam.
Agradecemos, de nossa parte, a oportunidade em estar também presentes.
Que o trabalho de caridade se complete , e que nossos irmãos do asilo Seara de Luz sejam beneficiados com este trabalho, é o que mais desejamos.
E que todos os presentes á este evento permaneçam em Cristo.
Que Assim Seja.

Obs: a foto é meramente ilustrativa, de um outro evento da mesma equipe de trabalho.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Roteiro de Leitura

Queridos Irmãos:

Aproveitando que falamos de livros recentemente neste espaço, utilizaremos de nossa pequena experiência na seara espírita para sugerir um roteiro de leitura que auxilie os iniciantes no tema.
Antes de listar os livros que consideramos convenientes á iniciação espírita, convém relatarmos o que embasa esta opinião.
Todos os que se acercam de determinado estudo ou doutrina, buscam a facilitação de seu caminho, através de manuais ou semelhantes, que lhes poupem o penoso esforço inicial.
Em Espiritismo não poderia ser diferente: quando a pessoa o descobre, ávida de resposta, busca informações claras, concisas, rápidas, e via de regra se exaspera com a indicação de buscá-las na codificação kardequiana.
A maioria das pessoas considera os 5 livros indicados por demais densos e extensos para se dedicar á eles.
É necessário, então, avisar: se esta dificuldade se encontra apenas no momento inicial, podemos ajudar.
Mas se permanece como atitude daqueles que não gostam de estudar, e querem tudo pronto, mastigado, somente temos á lamentar: ninguém poderá realizar por nós, e as coisas realmente importantes advém do esforço individual.
Dito isto, as indicações de leitura começam óbvias: O Livro dos Espíritos; O Livro dos Médiuns; O Evangelho Segundo o Espiritismo; A Gênese; O Céu e o Inferno.
Mas eu não posso começar por um assunto pelo qual eu tenha mais afinidade ou interesse?
É claro que sim!
Se procuras respostas para as indagações filosóficas, respostas aos questionamentos de por quê a vida é desse ou de outro jeito, comece pelas Leis Morais, parte Terceira de O Livro dos Espíritos.
Se é mais afeito ás questões da mediunidade, O Livro dos Médiuns é indispensável.
Ah, mas ele é muito “chato”, difícil de entender!
Tudo bem, o próprio Kardec considera o Capítulo II de “O que é o Espiritismo” como um resumo dele.
São apenas 40 páginas, divididas em itens (104), que podem ser estudados por temas.
E se a preocupação é com o aspecto religioso da doutrina? O Evangelho Segundo o Espiritismo. Passagens do Evangelho, comentadas por Kardec e por Espíritos Superiores, objetivando resgatar a essência do Cristianismo primitivo.
Tem, ainda, o mérito de poder ser lido por tópicos: após ligeira prece, se abre aleatoriamente, e se colhe o ensinamento.
Esta forma de leitura é muito útil na prática do Evangelho no Lar.
Quem é mais afeito aos debates científicos, encontra na coleção de André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, vasto material de estudo.
Iniciando-se com Nosso Lar, a série exemplifica e desenvolve aspectos relevantes da obra de Kardec.
Quem deseja entender as relações humanas, inseridas em um quadro histórico muito bem traçado, encontra nas páginas da chamada “série histórica” de Emmanuel (Há 2000 Anos; Cinqüenta Anos Depois; Paulo e Estevão; Ave Cristo; Renúncia), romances muito bem redigidos, a par de ensinamentos elevadíssimos.
Ah, mas esses livros são muito difíceis de ler e entender!
Sentimos muito, meus irmãos. Existe uma literatura espírita mais fácil e acessível á maioria das pessoas, num país em que as oportunidades de educação não são iguais para todos.
Não temos nada contra essa literatura, mas a consideramos apenas introdutória, superficial, sem os aprofundamentos que se fazem necessários.
Ler romances espíritas, se identificar com os personagens das tramas, refletir minimamente e depois se acomodar com a resolução dos casos apresentada pelos autores, pode ser até salutar, mas é insuficiente, principalmente se nossa identificação se fizer com os bons, com os injustiçados, com os que sofrem.
Quantos de nós estamos preparados para encontrar nos personagens das histórias os nossos erros escabrosos do passado, e talvez até de agora?
Quantos estamos interessados a deixar cair nossas máscaras de civilidade, no reconhecimento de nossos erros?
De qualquer forma, ao começar nossa caminhada dentro do Espiritismo, busquemos não nos arrepender no futuro, pela perda das oportunidades de aprofundamento, pelo estacionamento voluntário no campo da preguiça, física ou mental.
O Espiritismo nos ensina que estudar sempre é uma meta, que deve ser buscada por quem quiser se fazer melhor a cada dia.
Estejamos em paz! Que Assim Seja!

Lembrete

Irmãos, não nos esqueçamos: amanhã, dia 16, é dia de estarmos no IECIM, para a sessão de pintura mediúnica, ás 19:00 horas.
E domingo, dia 20, haverá o evento na Pizzaria Tropical, também a partir das 19:00 horas. Evento que, já soubemos, esgotou todos os convites e superou todas as expectativas.
Parabéns.
Abraços fraternos de nós, da União Espírita de Peruíbe.

domingo, 13 de setembro de 2009

Blog da Casa do Caminho

Queridos irmãos e amigos:

É com imensa felicidade que informamos da criação do blog da Associação Espírita Casa do Caminho de Peruíbe.
Fruto do trabalho abnegado de seus membros, nova janela de comunicação se abre entre esta casa de oração e o mundo.
Parabenizamos á todos os membros desta entidade, personificando nas pessoas de Sérgio Kiss e José Carlos Caliman, desde já nos inscrevendo como seguidores de seu blog, e nos colocando á disposição no que for necessário.
Recomendamos á todos, então, á visita e o acompanhamento no endereço eletrônico http://casadocaminhodeperuibe.blogspot.com.
Que Deus abençoe a iniciativa de nossos irmãos!