sábado, 29 de agosto de 2009

A Parábola do Semeador (3)


Queridos Irmãos:
Vamos encerrar nosso pequeno estudo sobre a Parábola do Semeador.
Nesta postagem analisaremos os dois últimos tipos de terreno da parábola.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos, segundo Jesus, ouviu a palavra, mas depois abandonou o caminho cristão por causa do “cuidado deste mundo”, ou seja, a sedução do poder, a vaidade, as preocupações sociais, de aparências, além do “engano das riquezas”, o interesse pelos negócios, pelos lucros, pela ostentação, e aqui devemos tomar o cuidado de não restringir nosso entendimento apenas á questão do dinheiro: há os ricos de beleza física,de inteligência,etc., riquezas que mal administradas também sufocam o entendimento da palavra cristã.
Kardec fala dos espíritas que acham a moral evangélica maravilhosa, mas somente para aplicação com os outros!
São, enfim aqueles que deixam os interesses materiais falarem mais alto. Trazem em si adiantadas condições para compreenderem as coisas de Deus, porém, neles, a semente não toma vida. Os interesses profissionais, familiares e mundanos predominam em suas mentes.

Por último, temos a boa terra, símbolo dos homens de Deus, que amam a obra que abraçaram em espírito e verdade. Neles, a semente multiplica-se. Dá frutos.
Mas, mesmo com relação á estes, Jesus nos adverte para que não esperemos de todos frutos iguais, cada qual vai produzir segundo suas capacidades: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um. Cada qual á seu tempo, no seu ritmo, de acordo com sua “fertilidade”.

Com certeza já estivemos muitas vezes, nesta e em outras vidas, indiferentes á sementeira, ou como pedregulhos, ou como espinheiros.
Como fazer para mudarmos de postura? Podemos nos tornar terrenos férteis?
Ora, o Mestre nos ensinou o caminho: ter fé, trabalhar, orar e vigiar, praticar a caridade.
Ninguém está condenado eternamente á esterilidade!
Mas devemos nos acautelar: cuidado com as ervas daninhas! Cuidado com o joio, que devemos separar do trigo!
Sabemos também que boa árvore não produz mau fruto, e será extirpada ao longo do tempo, consoante a promessa do Cristo.
Então, cuidado com a sementeira, não é pelo fato de aderirmos á última hora, que seremos descuidados.
Jesus é o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai a não ser através deste caminho. Portanto tomemos cuidado com as aves do céu, finquemos nossas raízes, busquemos trabalhar na seara do bem, e Deus nos abençoará.
Que Assim Seja.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Parábola do Semeador (2)


Queridos irmãos:

Aquele que tiver ouvidos para ouvir, que ouça!

A primeira coisa a ser salientada é a advertência usada pelo Cristo, nessa e em outras oportunidades, quanto á nossa capacidade de entender as verdades que Ele pronunciava.
É exatamente porque fazia parte de sua pedagogia atingir o maior número de pessoas, encarnados e desencarnados, no tempo e no espaço, que Ele explicava assuntos complexos através de parábolas.
Á medida que crescemos em entendimento, vislumbramos aspectos antes não percebidos.
Isto significa, também, para nós espíritas, que podemos pedir aos bons espíritos a dilatação de nossas percepções, de nossas intuições, de nosso entendimento.
Em verdade, todo aquele que se aproxima dos ensinos do Mestre Jesus, seja em que doutrina religiosa for, com o intuito de aperfeiçoar sua moral, no interesse da prática da caridade, tem companhias espirituais que de bom grado tentam o auxiliar na difícil tarefa do entendimento cristão.
Peçamos, então, o entendimento necessário para não deturpar as palavras do Senhor!

O semeador da parábola é Jesus.
As sementes são seus ensinos.
A partir daí, o Mestre começa a fazer distinção quanto á maneira de ver e entender de cada pessoa, demonstrando as diferentes personalidades humanas.
As sementes que caem á beira da estrada e que são comidas pelas aves do céu antes que nasçam simbolizam aqueles que, mesmo tendo a oportunidade de conhecer as palavras de Jesus, não se interessam por ela. Tem seus pensamentos totalmente voltados para a vida material.
Estes ou desprezam á moral cristã, ou são simplesmente indiferentes á ela. As aves, nesse caso, remetem aos espíritos endurecidos no mal, que se aproveitam dessas posturas para manter estes indivíduos longe do Criador.
Quantas vezes nós mesmos, ao ver o mal ser produzido próximo á nós, nos mantemos indiferentes, acreditando não ter nada a ver com isto, numa postura típica de “lavar as mãos”.
Não que tenhamos que nos envolver diretamente em eventos dolorosos, mas devemos sempre aproveitar todas as oportunidades possíveis para exercitar a caridade, seja através da palavra, ou da ação, ou no mínimo, da oração.
Já as sementes que caem em solo pedegroso, dizem da pouca base que temos na aceitação das verdades eternas: nos empolgamos com a palavra, imediatamente aderimos de bom grado á nova descoberta, mas não criamos raízes, e nas primeiras intempéries, somos levados pela indignação e até pela revolta. Este solo representa os seres que creram, mas não compreenderam os ensinos espirituais. Acreditam estar isentos de qualquer outra dificuldade em suas vidas, por estarem dedicando-se ao extremo no trabalho de Jesus. Porém, a existência não é assim, e logo virão as provas e expiações, necessárias ao nosso aprimoramento moral e intelectual. É o sol da parábola, que queimará aquela planta que cresceu sem que tivesse raízes profundas, ou seja, o verdadeiro entendimento da vida e de suas leis. A pessoa sente-se injustiçada por Deus, que, segundo ela, deveria evitar-lhe dores e dúvidas. E então, deixa por completo o trabalho espiritual e volta para sua descrença, não compreendendo que a natureza não dá saltos, e toda mudança abrupta tende a nos fazer retornar ao ponto inicial.
Em Espiritismo, segundo Kardec, esta passagem remete ao empolgados com os fenômenos mediúnicos, mas que não se esforçam por entender a moral evangélica. Estes precisam continuamente de sinais, fenômenos e auxílio, segundo Rino Curti, em “Curso de Aprendizes do Evangelho, 2º Ano”, 1994.”A semente nos pedregais não vinga, não tem raiz, assim como no campo espiritual falha o testemunho. Não há perseverança.” (pg.40)

Amanhã concluiremos, dissertando sobre os outros dois tipos de solo da parábola.
Fiquem com Deus.

Curso de Expositor Espírita

Caríssimos irmãos:
Que a paz esteja com todos.

Gostaríamos de lembrar que ainda dá tempo de se inscrever, gratuitamente, para o Curso de Expositor Espírita, que a USE Regional da Baixada Santista e Vale do Ribeira estará realizando na Casa Espírita Nosso Lar, amanhã, 29 de Agosto, das 8:00 ás 12:00.
O telefone para a inscrição é o 3455-8340, e o endereço do Nosso Lar é Rua Riachuelo, 350, Bairro da Estação, Peruíbe.
O curso será ministrado por Roosevelt Andolphato Tiago.
Para quem tiver dificuldades de local ou horário, lembramos que o mesmo curso, com nosso confrade Roosevelt, será ministrado em Itanhaém, na parte da tarde, das 14:00 às 18:00.
Local: Centro Espírita André Luiz, Rua Julio Pires, nº 275, Vila S. Paulo, Itanhaém-SP.
Inscrições no Centro Espírita André Luiz pelo e-mail cealitanhaem@hotmail.com.

Amanhã estaremos no curso, junto á outros membros de nossa casinha de oração, e já sabemos que vamos encontrar os membros de Nosso Lar, pessoas da Casa do Caminho, e o Sr. Henrique, do Iecim, disse que fará o possível para ir.
Será uma excelente oportunidade para nos irmanarmos e fortalecermos a união entre as casas de Peruíbe.
Um grande abraço á todos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Parábola do Semeador (1)


Queridos irmãos:

Esta semana, tivemos a ventura de a Parábola do Semeador vir a ser tema recorrente em nossos trabalhos: foi o tema da palestra de segunda-feira, em nosso trabalho da tarde; esteve no estudo dos cursos, de segunda e terça; e fomos surpreendidos com a informação de que nosso confrade José Nilson a explanou em sua palestra de 23/09, em Pedro de Toledo.
È evidente que, estando em um meio em que as pessoas estudam e incentivam o estudo, esta parábola, por muitos considerada como uma síntese dos ensinamentos do Cristo, com relação ao apostolado cristão, forçosamente deveria aparecer. Mas como não acreditamos em casualidade (acaso), mas sim em causalidade (causa e efeito), vamos inserir neste espaço um pequeno estudo sobre ela.
Iniciemos com seu texto:

"Eis que aquele que semeia saiu a semear.
E quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé da estrada, e vieram as aves, e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregulhos, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;
Mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra igualmente caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na.
E outra enfim caiu em boa terra, e deu frutos, havendo grãos que rendiam a cem por um, outros a sessenta, outros a trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".
(Mateus, XIII, 3 a 9).

Lembramos aos espíritas, e aos não espíritas, que existe um estudo e comentário acerca desta parábola em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XVII, item 5, com aproveitamento dos itens seguintes.
Comecemos nossa análise lembrando que na continuação da parábola, em Mateus, XIII, de 18 a 23, o próprio Cristo explica o sentido desta:
“Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto á estrada. Mas o que recebeu a semente no pedregulho, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com gosto; porém, ele não tem em si raiz, antes é de pouca duração, e quando lhe sobrevém tribulação e perseguição por amor da palavra, logo se escandaliza. E o que recebeu a semente entre espinhos, este é o que ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa. E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende, e dá fruto, e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um.”

Allan Kardec pouco a comenta, sugerindo apenas que a parábola pode ser aplicada a qualquer estudante do Evangelho, ou mais especificamente ás diferentes categorias de espíritas. Desde os que se apegam apenas aos fenômenos materiais, aos que somente procuram os brilhos das comunicações, e que não as aplicam, até os que acham muito bonitos os conselhos, mas para os outros e não para si, e por último aqueles para os quais as instruções são como as sementes que caíram na boa terra e produzem frutos.

A partir de amanhã começaremos a estudar a parábola com mais profundidade.
Que tenham todos um ótimo dia e que a paz esteja com todos.