quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Leis Humanas e Moral Cristã (1)

Hoje iniciaremos mais uma série de postagens referentes á um tema específico. No caso em questão, discutiremos os aspectos relacionados ao que chamaríamos de “vida familiar”, e sua relação com o Evangelho.
Portanto, poderemos estar comentando o casamento, o divórcio, a relação entre pais e filhos, etc., sempre buscando o entendimento destas questões á luz do evangelho.
Mas faremos diferente de outras vezes: comumente, postamos os textos evangélicos e depois os comentamos. Dessa vez, teremos que iniciar com um comentário geral, para depois buscarmos os textos específicos.
Saibam, todos, que estamos preocupados em aprofundar os temas dos capítulos XXII e XXIII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Todos sabemos que existem leis que regulam as relações civis, a vida familiar. Nada mais mutável que estas leis: elas são diferentes em todas as regiões, em todos os países, em todas as culturas, em todos os tempos. Em poucas palavras: elas são diferentes no tempo e no espaço!
Talvez não exista tema dentro do Evangelho, onde se precise mais abandonar a letra que mata, e buscar o espírito que vivifica, como disse o apóstolo Paulo.
Jesus, evidentemente, sabia da mutação que ocorreria nas relações sociais desde o seu tempo até o futuro. Também, bem o sabemos, não perdia tempo em discussões estéreis, buscava sempre aplicar ensinamentos em tudo o que fazia.
Parece-nos que, a maioria das vezes em que Ele se pronunciava á respeito dessas relações sociais, era fustigado por um fariseu ou “doutor” da lei, que o queria “tentar”, como se diz nos evangelhos.
E o que fazia Jesus, então?
Fomentava a explicação da mais elevada moralidade possível, nos casos em questão, não confrontando a lei mosaica, onde não fosse necessário. Ou seja, buscava ser universalista, sem ofender as práticas locais e temporais.

Nós, espíritas, acreditamos que em tudo, o que vale é a intenção.
Acreditamos estar dentro da moralidade pregada por Jesus ao afirmarmos que nossos pensamentos, palavras e atos, devem todos ter a intencionalidade da mais pura caridade, devem todos rumar para o mesmo lugar, devem todos visar o bem.
É por isso que analisaremos as instituições humanas com a relatividade que elas merecem: somente o que for de Deus permanecerá.
As leis humanas mudarão sempre, ou mudarão pelo menos até se adequarem perfeitamente ás leis de Deus, o que ainda está muito longe de acontecer.

Enquanto isso não acontecer, busquemos aprimorar a sociedade.
E, isentos de preconceitos, começemos por refletir sobre as relações sociais e sua adequação á moral cristã.

Estejamos em paz, e até logo. Graças á deus.

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