sábado, 7 de novembro de 2009

As Leis Humanas e a Moral Cristã (3)


Caríssimos Irmãos:
Concluiremos agora o assunto de nossas postagens anteriores.
Fiquem em paz!

Passagens há, como em Lucas, XIV:25-26, que não parecem lógicas: “Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe: Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.”


Jesus afirma que “quem tem ouvidos para ouvir, ouça”, mas, ou nos falta ainda o entendimento necessário á compreensão do que seja “aborrecer pai e mãe”, ou as palavras Dele foram deturpadas ao longo do tempo.

Não parece ser este conselho coerente com o “honrar pai e mãe”, que Ele pregou.(Mateus, XV: 4-6)

Em Mateus, X:37: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.”, o problema parece mais de ênfase. É evidente a preocupação em distinguir as coisas espirituais das materiais, as permanentes, pois advindas de Deus, das transitórias, mundanas.

E isto é semelhante ás inúmeras vezes em que Jesus advertiu-nos á não olhar para traz, a deixar os mortos enterrarem seus mortos, á largar de mão tudo o que possuímos, á carregar com dignidade nossa cruz.

Nas palavras de Allan Kardec, “Os interesses da vida futura estão acima de todos os interesses e todas as considerações de ordem humana, porque isto concorda com a essência da doutrina de Jesus...” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXIII, item 6)

Durante séculos os líderes políticos e militares de vários Estados usaram da palavra do Cristo como lhes convieram. Seu significado foi deturpado, ao ponto de o Mestre da paz e da mansidão ser utilizado para justificar a “guerra santa” e a “paz dos cemitérios”.

No campo da regulação das leis humanas, seu legado também não ficou imune de ser distorcido de acordo com os interesses de plantão.

Compete á nós, com maior esclarecimento e lucidez, e auxiliados pelos Espíritos que trabalham na divulgação de Suas palavras, separar o joio do trigo, o transitório do imperecível, o mundano do santificado.

Compete á nós não cairmos mais nas armadilhas dos jogos de palavras, das visões superficiais em matéria de moral, da verborragia dos falsos profetas.

E refletir no conjunto da obra do Cristo, elevando sempre nossos conceitos, para implantar neste mundo o seu reino de paz.

E Que Assim Seja!

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