sábado, 22 de agosto de 2009

"Cura do Corpo e Cura da Alma"

Queridos irmãos:

Conforme prometido quando de nosso estudo acerca da cura espiritual, vamos comentar a palestra que será realizada amanhã, 23/08, em Pedro de Toledo, no Centro Espírita Boas Novas, ás 19 horas.
Se o fazemos, é por profundo apreço á nosso confrade José Nilson Nunes Freire, que realizou palestra com o mesmo tema em nosso mês espírita de Peruíbe, em maio, na nossa casinha de oração.
Não pretendemos adiantar o tema para tirar qualquer tipo de surpresa da palestra em questão, mesmo porque, garantimos, a palestra é belíssima e emocionante, e não temos capacidade de ombrear com nosso irmão na explanação do tema.
Queremos, sim, é incentivar á todos que possam ir, e registrar nosso júbilo pelo trabalho do José Nilson, figura boníssima, extremamente humilde e atencioso com todos nós, dessa seara divina.
Em “Cura do Corpo e da Alma”, nosso irmão se vale, entre outros argumentos elucidativos, do capítulo 3 da segunda parte de “Paulo e Estevão”, de Emmanuel, advindo através da mediunidade de Chico Xavier.
Nesta passagem do livro, após infeliz audiência com seu pai, que não aprovava seus novos pendores em matéria de religião, Saulo se encontra sozinho, próximo ás cavernas de região erma, quando vê os irmãos Estevão e Abigail, em majestosos trajes brilhantes.
Emocionado, ajoelha-se e chora, sendo instado á levantar-se, passando a ser orientado pelos dois benfeitores:
-Saulo, não te detenhas no passado!...Não te entregues ao desalento. Esvazia-te dos pensamentos do mundo.
Após rápida palestra repleta de elevadas exortações, o moço tarsense pergunta:
- Que fazer para adquirir a compreensão perfeita dos desígnios do Cristo?
E a resposta:
- Ama!
E para conseguir amar aos próprios inimigos?
- Trabalha!
E se sobrevier o desânimo?
- Espera!
E perante a indiferença dos homens?
- Perdoa!
Dissipa-se a visão. E o apóstolo segue mais encorajado que nunca, para cumprir sua missão de humildade e trabalho.
Nosso irmão José Nilson, então, utiliza-se deste momento para nos ensinar conceitos elevados de saúde espiritual, nos instruindo quanto aos remédios que devemos tomar nesse sentido, através da análise de nossas ações.
Que nossos queridos irmãos do Centro Espírita Boas Novas, e aqueles que puderem assistir a esta palestra amanhã, sintam-se tão felizes quanto nós o ficamos, aqui.
E que Jesus nos abençoe á todos, para que possamos ter forças em aplicar esses ensinamentos, e assim nos tornarmos mais saudáveis espiritualmente, e mais aptos á tarefa para a qual Ele nos convoca..
Que Assim Seja!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Imagens e Idolatria


Caros irmãos:

Algumas pessoas estranharam a inserção de imagens neste espaço.
Via de regra são as mesmas que questionam regularmente qual a finalidade de nas casas espíritas haverem imagens nas paredes.
Afinal: qual é a opinião do Espiritismo acerca das imagens? E especificamente quanto á da postagem de terça-feira, uma imagem de Nossa Senhora, qual a opinião do Espiritismo acerca desse personagem da História do cristianismo, e do culto á sua imagem, tão marcante em uma religião, e tão criticado em outras (religiões)?


Bem, em primeiro lugar vamos deixar claro que não representamos a palavra oficial do Espiritismo e, portanto, não podemos fornecer essas respostas da maneira como alguns desejariam: de uma forma dogmática.
Mas é exatamente por causa de não estarmos em uma religião dogmática, que podemos emitir nossa opinião, de maneira clara e objetiva, para colaborarmos, como é escopo deste espaço, no avanço da reflexão.
O Espiritismo não é idólatra, e nem apegado á idolatrias.
Mas também não vê com maus olhos o respeito e a demonstração de afeto á quem respeitamos.
Analisemos a postura de todos quanto á nossos entes queridos, e vejamos o que é aceitável:
Todos nós, mesmo tendo contato estreito com nossos filhos, netos ou outros parentes, gostamos de manter em nossa casa, em nosso local de trabalho, ás vezes portando conosco, em nossas bolsas ou carteiras, a foto destes filhos ou netos, e isto apenas nos alegra, nos rememora constantemente a nossa razão de viver, as nossas metas, enfim, olhar a foto de um ente querido somente nos fortalece.
Se o parente está distante, então, seja no tempo ou no espaço, como o pai que mora em outro estado ou país, ou a mãe que já faleceu, aí é que uma simples foto ou quadro na parede nos emociona, nos impulsiona, nos faz lembrar e refletir.
Quer dizer, então, que se eu tiver uma imagem, mesmo que apenas aproximada do real, de meu amigo Jesus, não devo olhar para ela, pois seria idolatria?
Oras, parece bem claro que Ele mesmo nos alertou quanto ao exagero, ao culto áquela imagem, a crença de lhe atribuir poderes mágicos ou místicos, em substituição á adoração ao Pai.
Esta idolatria vazia de significado, este culto irraacional, sim, é destituído de valor, como se eu substituisse o amor pelo meu filho, pela adoração de sua imagem cristalizada num papel.
Com relação á Nossa Senhora, nos diz Emmanuel, em A Caminho da Luz, da preparação para o advento do Cordeiro á Terra, e da escolha de espíritos de elevadíssima categoria para o secundar em sua tarefa. Não podemos considerar Maria, sua mãe, como um destes espíritos superiores? Costumamos lembrar que esta irmã foi escolhida por Deus para velar por Jesus enquanto este era pequenino. E isto é absolutamente meritório.
Também pretendemos nos lembrar, sempre que possível, de Francisco de Assis, de Madre Teresa, de Gandhi, de Chico Xavier, de Allan Kardec, de irmã Dulce, etc, e de tantos outros que viveram para o bem, seja qual for a denominação religiosa a que seguiram.
Daí, até encher nossas casa de imagens e alegorias tem uma grande distância: a distância da irreflexão.
Somos de uma doutrina que valoriza os vivos, ao contrário do que nos acusam, haja vista que ninguém morre!
Também não cultivamos símbolos mórbidos, de sofrimento e angústia, pois sabemos as formas-pensamento que o cultivo desta imagens podem criar.
Valorizamos o sofrimento de Jesus e a mensagem de sua morte, mas valorizamos infinitamente mais a sua vida, seus exemplos cotidianos e suas mensagens em cada ato, em cada gesto de sua missão.
Quanto ao espaço desse blog, então, deixemos bem claro que a inserção de imagens tem a única finalidade de o embelezar, tornar a leitura mais leve e agradável, evidentemente inserindo imagens que tenham utilidade nas mensagens que pretendemos passar, colaborando, então, para ampliar a reflexão.

Que todos fiquem em paz. Que Assim Seja!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Talentos Ocultos

Queridos amigos:

Ontem, segunda-feira, fomos presenteados com a primeira palestra de nossa querida Lourdes aos presentes em nosso trabalho da tarde.
Foi um momento emocionante, em que com palavras singelas, mas plenas de significado, ela contagiou á todos.
Versou a sua fala acerca de momentos de sua infância, onde uma vizinha, propondo-se a ocupar o tempo das crianças com algo útil, prestava-se a ensiná-los a difícil arte de representar.
Em certa lição, instadas as crianças a representar "A orfã e a enjeitada", sendo Lourdes a orfã, tinha que reproduzir determinada cena, onde punha-se a chorar bradando algo como "de que me valeu ter tido mãe, somente para colher a tristeza de sua ausência, depois!", "melhor seria nunca tê-la tido", "Oh, se as pessoas soubessem o vazio e a dor da orfandade, entenderiam minha tristeza",etc.

Lourdes, então, passou a chorar copiosamente, o que sua orientadora atribuia á aprendizagem da arte da representação, sem dar-se conta de que a menina chorava mesmo, de verdade, com um medo intenso de perder sua mãezinha.
Agora, adulta, amadurecida, há apenas três meses do desencarne de sua mãe, lembrando dessa passagem, vem a mente de nossa amiga a ventura da vida com sua mãezinha. Os ensinamentos nunca esquecidos, os momentos de oração conjunta, e especialmente, o hábito das bençãos antes de dormir, para si e seus quatro irmãos.
Neste momento de iniciar suas apresentações de palestra em nossa casa, Lourdes quis homenagear sua mãe, agradecê-la, enquanto também agradeceu á nós por darmos á ela essa oportunidade de falar.
Ora, o que poderíamos lhe dizer, senão ficarmos comovidos e gratos nós, por esse momento de pura emoção e convívio com sentimentos elevados.
Nós somos quem tem a agradecer, e somente queremos incentivar nossa amiga nessa caminhada nova, em que ela já demonstrou que tem muito á nos dizer, bastando para isso colocar sempre o coração em suas palestras, buscando apoio e intuição de nossos irmãos do alto.
Como na Parábola dos Talentos, nós, meros estudantes do Espiritismo, não devemos deixar nossos talentos ocultos, enterrados, sem aplicação, por medo do que vai nos dizer nosso Senhor.
Lembremos que prestaremos conta do que fizermos com os empréstimos de Deus, arregaçemos nossas mangas e vamos ao trabalho!
E terminamos com as palavras de Lourdes:
"Assim como minha mãe fazia, e sem o pedido ou autorização de vocês, eu lhes falo: Deus lhes abençoe!"
E que Assim Seja!