sábado, 1 de agosto de 2009

A Cura Espiritual (8)


Queridos irmãos:
Vamos postar mais um texto referente ao assunto das curas. Estamos espaçando as postagens, enquanto forma de permitir aos leitores terem tempo para formar opinião sobre o assunto.
No texto de hoje, por exemplo, encontramos conceitos divergentes com relação á nossa opinião acerca do assunto. Mas não devemos silenciar as divergências, e sim respeitá-las e estudá-las, enquanto forma de aprender. Que a paz esteja com todos!

A Cura Definitiva
João da Silva Carvalho Neto

O Espiritismo caminha a passos largos para o cumprimento de seu desiderato na Terra. As idéias propostas na lucidez do pensamento Kardequiano granjeiam novos adeptos, transformando as acanhadas fileiras vitimadas pelas perseguições do passado em multidões de seguidores que quase dão um caráter de modismo ao movimento espírita.
Entretanto, os anseios imediatistas ainda povoam as mentes desprevenidas que esperam encontrar curas miraculosas ao abraçar a crença religiosa.
Lembramo-nos da pergunta de Pedro a Jesus, diante da decepção do jovem rico: "Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?" (Mt 19-27), e sentimos que, na verdade, ela encontra eco nas expectativas de uma larga legião dos modernos cristãos. Para muitos, o Espiritismo continua a ser a mesma tábua de salvação buscada em outros caminhos, onde todo o mal e toda a dor deveriam desaparecer.
Certa feita, ouvimos uma discussão acirrada, em uma casa espírita que visitávamos, sobre se o Espiritismo cura. Ainda hoje acreditamos ser polêmica essa questão, mas que se define na medida em que constituamos o que se entende, ou melhor, se espera por cura.
Se falamos da cura do corpo, certamente que não. Quem cura são os médiuns curadores, os serviços de passe, a água fluidificada, que utilizamos nos centros espíritas, mas que não são A Doutrina Espírita. São explicados e aplicados por ela, sem que dela se constituam postulado fundamental.
Postulados espíritas são a existência de Deus, a imortalidade da alma, a reencarnação, a pluralidade dos mundos habitados, a comunicabilidade entre os vivos e os chamados mortos. Muitas práticas estão incorporadas às atividades espiritistas por serem correlatas com a sua doutrina, contudo não compreendem uma ideologia, apesar de nela serem elucidadas.
Agora, se falamos da cura da alma, do espírito imortal, nenhum receituário jamais enunciou tantos medicamentos que nos libertassem do sofrimento. Na medida em que esclarece as leis da vida, e sua relação prática com o cotidiano, prepara o retorno ao estabelecimento da saúde espiritual, em toda sua plenitude. Não de inopino, é claro, já que o tempo de recuperação sempre estará ligado ao grau de comprometimento com o erro e ao esforço por se modificar em função da responsabilidade que se adquire com o saber. Dez anos, cinqüenta anos, duas encarnações, não se sabe. Velho provérbio budista afirma que "se não for em sete dias, ou em sete anos, será em sete reencarnações". Como conseqüência do aprimoramento espiritual, as doenças do corpo, que são reflexos das imperfeições do espírito, deixarão de existir, e este encontrará também a saúde.
A diferença está em que enquanto os serviços de passe, os médiuns curadores, a água fluidificada, objetivam atender ao corpo, físico ou espiritual, beneficiando-lhe mas sem imunizá-lo contra a recidiva, a aplicação do pensamento espírita reformula a própria postura do espírito diante da vida, e, como nele se alojam as matrizes primárias das enfermidades, a cura será definitiva.
Como dissemos alguns parágrafos atrás que, se falamos do corpo, certamente o Espiritismo não o cura, acho que acabamos nos contradizendo.
Talvez a Doutrina Espírita cure mesmo. Talvez seja ela a tábua de salvação para as dores do mundo. A questão continua a ser o que na verdade queremos curar; o que precisamos curar. Quanto tempo estamos dispostos a esperar. Quanto sacrifício nos dispomos a doar. E saber, por fim, se queremos a felicidade transitória do mundo ou a paz dos bem-aventurados com Jesus.
(Jornal Mundo Espírita de Outubro de 1997)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Convocação de Assembléia Geral

Caros irmãos:
Como bem o sabem os membros da nossa casinha, estamos em processo de mudença estatutária e eleição de nova diretoria.
Pela relevância do assunto, publicamos aqui, na íntegra, o Edital de Convocação da Assembléia Geral, efetuada por nossa Presidente, Sra. Elza. Um fraterno abraço á todos.

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


EDITAL DE CONVOCAÇÃO


A Sra. Elza de Oliveira Rocha, Presidente da União Espírita de Peruíbe, de acordo com o §1º do Artigo 12° do Estatuto vigente, convoca os associados que representam a Diretoria Administrativa,o Conselho Fiscal e os demais sócios para deliberarem em Assembléia Geral Extraordinária, a ser realizada, na sede da União Espírita de Peruíbe, na Rua Domingos da Costa Grimaldi, 451, Centro, cidade de Peruíbe, Estado de São Paulo, no dia 11 de Agosto de 2009, ás 13h00, na primeira convocação com 2/3 dos sócios quites com as obrigações sociais ou 30 minutos após, às 13h30, em segunda convocação com qualquer número de sócios, para a seguinte pauta de ordem do dia:

1° Assunto:- Mudança no todo Estatuto atual, reformulando-o para adequação às características das atuais atividades existentes, e adaptando-o à nova Legislação do Código Civil para as Associações.
2° Assunto:- Lavratura em Ata da assunção das dívidas das diretorias anteriores, junto aos orgãos governamentais, e de quaisquer
outras dívidas escrituradas pela União Espírita de Peruíbe, em sua existência.
3° Assunto:- Eleição da nova Diretoria Executiva de acordo com o novo Estatuto.


Peruíbe, 28 de Julho de 2009.


Elza de Oliveira Rocha – Presidente

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A Cura Espiritual (7)

Queridos amigos:
Que a paz esteja com todos.

Conforme prometido, vamos postar o texto de outro irmão, que versa sobre o mesmo assunto de nossas últimas postagens. Por gentileza, leiam com atenção, com respeito, com interesse na reflexão, e formem os questionamentos e as opiniões que quiserem.
Este texto é de Edvaldo Kulcheski e se encontra no portal ibbp.org, o qual recomendamos.

OS MECANISMOS DA CURA ESPIRITUAL

A mediunidade de cura oferece ao médium a possibilidade de curar um ser doente, buscando fluidos em fontes energéticas da natureza. Mas será que doenças cármicas também podem ser curadas espiritualmente?
A mediunidade de cura é a capacidade possuída por certos médiuns de curarem moléstias por si mesmos, provocando reações reparadoras de tecidos e órgãos do corpo humano, inclusive as oriundas de influenciação espiritual. Assim como existem médiuns que emitem fluidos próprios para a produção de efeitos físicos concretos (ectoplasmia), temos igualmente os médiuns que emitem fluidos que operam todas as reparações acima referidas.Na essência, o fluido é sempre o mesmo, uma substância cósmica fundamental. Mas suas propriedades e efeitos variam imensamente, conforme a natureza da fonte geradora imediata, da vibração específica e, em muitos casos (como este de cura, por exemplo), do sentimento que precedeu o ato da emissão.A diferença entre os dois fenômenos é que no primeiro caso (ectoplasmia), o fluido é pesado, denso, próprio para elaboração de formas ou produção de efeitos objetivos por condensação, ao passo que no segundo (curas), ele é sutilizado, radiante, próprio para alterar condições vibratórias já existentes.

MÉDIUM CURADOR
Além do magnetismo próprio, o médium curador goza da aptidão de captar esses fluidos leves e benignos nas fontes energéticas da natureza, irradiando-os em seguida sobre o doente, revigorando órgãos, normalizando funções, destruindo placas e quistos fluídicos produzidos tanto por auto-obsessão como por influenciação direta.O médium se coloca em contato com essas fontes ao orar é Se concentrar, animado pelo desejo de fazer uma caridade evangélica. Como a lei do amor é a que preside todos os atos da vida espiritual superior, ele se coloca em condições de vibrar em consonância com todas as atividades universais da criação, encadeando forças de alto poder construtivo que vertem sobre ele e se transferem ao doente. Por sua vez, este se colocou na mesma sintonia vibratória por meio da fé ou da esperança.Os fluidos radiantes interpenetram o corpo físico, atingem o campo da vida celular, bombardeiam os átomos, elevam-lhes a vibração íntima e injetam nas células uma vitalidade mais intensa. Em conseqüência, acelera as trocas (assimilação, eliminação), resultando em uma alteração benéfica que repara lesões ou equilibra funções no corpo físico.Nas operações cirúrgicas feitas diretamente no corpo físico, os espíritos operadores incorporam no próprio médium que dispõe desta faculdade. Este, como autômato, opera o paciente com os mesmos instrumentos da cirurgia terrena, porém sem anestesia e dispensando qualquer precaução de assepsia. Em certos casos, embora raros, o espírito incorporado logra o mesmo resultado cirúrgico utilizando objetos de uso doméstico (facas, tesouras, garfos ou estiletes comuns) como instrumentos operatórios, igualmente sem quaisquer cuidados anti-sépticos.O cirurgião invisível incorporado no médium corta as carnes do paciente, extirpa excrescências mórbidas, drena tumores, desata atrofias, desimpede a circulação obstruída, reduz estenoses ou elimina órgãos irrecuperáveis. Semelhantes intervenções, além de seu absoluto êxito, são realizadas em um espaço de tempo exíguo, muito acima da capacidade do mais abalizado cirurgião do mundo físico. Em tais casos, os médicos desencarnados fazem seus diagnósticos rapidamente, com absoluta exatidão e sem necessidade de chapas radiográficas, eletrocardiogramas, hemogramas, encefalogramas ou quaisquer outras pesquisas de laboratório.Nessas operações mediúnicas processadas diretamente na carne, os pacientes operados tanto podem apresentar cicatrizes ou estigmas operatórios como ficarem livres de instrumentos da cirurgia terrena. Normalmente são espíritos experimentados, que ajudam no diagnóstico e na intervenção cirúrgica sem quaisquer sinais cirúrgicos. Em seguida à operação, eles se erguem lépidos e sem qualquer embaraço ou dor, manifestando-se surpreendidos por seu alívio inesperado e a eliminação súbita de seus males.Quando opera incorporado no médium, o espírito sempre é auxiliado por companheiros experimentados na mesma tarefa, que cooperam e ajudam no controle da intervenção cirúrgica, no diagnóstico seguro e rápido e no exame antecipado das anomalias dos enfermos a serem operados. Entidades experimentadas na ciência química transcendental preparam os fluidos anestesiantes e cicatrizantes, transferindo-os depois do mundo oculto para o cenário físico através da materialização na forma líquida ou gasosa, conforme seja necessário.

CIRURGIAS À DISTÂNCIA
Embora o êxito das operações mediúnicas dependa especialmente do ectoplasma a ser fornecido por um médium de efeitos físicos e controlado pelos espíritos de médicos desencarnados, há circunstâncias em que, devido ao teor sadio dos próprios fluidos do enfermo, as operações produzem resultados miraculosos no corpo físico, apesar de processadas somente no perispírito.O processo de "refluidificação", com o aproveitamento dos fluidos do próprio doente, lembra algo do recurso de cura adotado na hemoterapia praticada pela medicina terrena, na qual o médico incentiva o energismo da pessoa debilitada extraindo-lhe algum sangue e, em seguida, injetando-o novamente nela, em um processo que acelera a dinâmica do sistema circulatório.No entanto, mesmo que se tratem de operações mediúnicas feitas diretamente na carne do paciente ou mediante fluidos irradiados à distância pelas pessoas de magnetismo terapêutica, o sucesso operatório exige sempre a interferência de espíritos desencarnados, técnicos e operadores, que submetem os fluidos irradiados pelos "vivos" a um avançado processo de química transcendental nos laboratórios do lado espiritual.E quais são as diferenças entre as cirurgias realizadas com a presença do paciente e as realizadas à distância? No primeiro caso, os técnicos desencarnados utilizam o ectoplasma do médium de efeitos físicos e também os fluidos nervosos emitidos pelas pessoas presentes. Esta aglutinação polarizada sobre o enfermo presente possibilita resultados mais eficientes e imediatos. No segundo caso, os espíritos operadores procuram reunir e projetar sobre o doente os fluidos magnéticos obtidos pelas pessoas que se encontram reunidas à distância, no centro espírita. Porém como se tratam de fluidos bem mais fracos do que os fornecidos pelo médium de fenômenos físicos, eles são submetidos a um tratamento químico especial pelos operadores invisíveis, a fim de se obterem resultados positivos. Mesmo assim, os fluidos transmitidos à distância servem apenas para as intervenções de pouco vulto, pois, sendo fluidos heterogêneos, exigem a "purificação" à qual nos referimos.Existem alguns fatores que impedem as cirurgias à distância de serem tão eficazes e seguras como as intervenções diretas. Para muitos desses voluntários doadores de fluidos, faltam a vontade disciplinada e a vibração emotiva fervorosa, que potencializam as energias espirituais. Além disso, alguns deles não gozam de boa saúde, fumam em demasia, ingerem bebidas alcoólicas em excesso ou abusam de alimentação carnívora. Aliás, nos dias destinados a esses trabalhos espirituais, os médiuns deveriam se submeter a uma alimentação sóbria, já que, depois de uma refeição por vezes indigesta, o indivíduo não tem disposição para tomar parte em uma tarefa que exige concentração mental segura.

DIFICULDADES PARA OS ESPÍRITOS CURADORES
Durante o tratamento fluídico operado à distância, a cura depende muito das condições psíquicas em que os doentes forem encontrados durante a recepção dos fluidos. Os espíritos terapeutas enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espíritas, pois além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio mental do ambiente onde eles atuam, outros empecilhos os aguardam, em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios, em face de conversas maledicentes, intrigas, calúnias e fofocas. Em outros casos, lá está ele em excitação nervosa por causa de alguma violenta discussão política ou desportiva, bem como é encontrado envolto na fumarada intoxicante do cigarro ou na bebericagem de um alcoólatra. Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos, provenientes de discussões ocorridas entre seus familiares. É evidente que os desencarnados têm pouco êxito em sua tarefa abnegada de socorrerem os enfermos quando estes vibram recalques de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos.

CIRURGIAS DURANTE O SONO
As operações cirúrgicas realizadas no perispírito durante o sono só atingem a causa mórbida no tecido etérico deste, porém, depois de algum tempo, começam a desaparecer seus efeitos mórbidos na carne, pelo mesmo fenômeno de repercussão vibratória. Neste caso, como os enfermos operados ignoram o que lhes aconteceu durante o sono ou mesmo em momento de vigília e repouso, opõem dúvidas quanto a essa possibilidade.Uma vez que esses doentes, tendo sido operados no perispírito, não comprovam de imediato qualquer alteração benéfica em seu corpo físico, geralmente supõem terem sido vítimas de uma fraude ou um completo fracasso quanto à intervenção feita. Acontece que a transferência reflexa das reações produzidas por essas operações se processa muito lentamente, levando semanas ou até meses para manifestarem seus efeitos benéficos no organismo. Além disso, há casos em que o enfermo recebe assistência de seus guias espirituais devido à circunstância de emergência, que não altera o determinismo de seu resgate cármico.Toda cura se dá pela ação fluídica, já que o espírito age através dos fluidos. Tanto o perispírito como o corpo físico são de natureza fluídica, embora em diferentes estados, havendo relação entre eles. O agente da cura pode ser encarnado ou desencarnado e nela podem ser utilizados ou não processos como passes, água fluidificada e outros, além da intervenção no perispírito ou no corpo. Na cura por efeitos físicos, a alteração orgânica no corpo físico é imediatamente visível ou passível de constatação pelos sentidos ou aparelhamentos materiais.Na ação fluídica sobre o perispírito, a cura será avaliada depois, pelos efeitos posteriores no corpo físico. Agindo através dos centros anímicos, órgãos de ligação com o perispírito, atinge-se este, que também se beneficia ao se purificar pela aceleração vibratória, tornando-se, assim, incompatível com as de mais baixo padrão.É desta forma que se operam as curas de perturbações espirituais, na parte que se refere ao perturbado propriamente dito. Sabemos que a maior parte das moléstias de fundo grave e permanente não podem ser curadas porque representam resgates cármicos em desenvolvimento, salvo quando há permissão do Alto para curá-las. Entretanto, há benefícios para o doente em todos os casos, porque se conseguirá, no mínimo, uma atenuação do sofrimento.

A CURA NA MÃO DE TODOS
A faculdade de curar pela influência fluídica é muito comum e pode se desenvolver por exercício. Todos nós, estando saudáveis e equilibrados, podemos beneficiar os doentes com passes, irradiações, água fluidificada etc. Aprendendo e exercitando, desenvolvemos nosso potencial de ação sobre os fluídos.O poder curativo está na razão direta da pureza dos fluidos produzidos, como qualidades morais ou pureza de intenções, da energia da vontade, quando o desejo ardente de ajudar provoca maior força de penetração, e da ação do pensamento, dirigindo os fluidos em sua aplicação.A mediunidade de cura, porém, é bem mais rara, espontânea e se caracteriza pela energia e instantaneidade da ação. O médium de cura age pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o uso de qualquer medicamento. No evangelho, existem numerosos relatos onde Jesus ou seus seguidores curam por ação fluídica, alguns deles examinados por Allan Kardec no livro A Gênese, capítulo XV.

CONDIÇÕES FUNDAMENTAIS PARA A CURA
É lícito buscar a cura, mas não se pode exigi-Ia, pois ela dependerá da atração e fixação dos fluidos curadores por parte daqueles que devem recebê-los. A cura se processa conforme nossa fé, merecimento ou necessidade. Quando uma pessoa tem merecimento, sua existência precisa continuar ou as tarefas a seu cargo exigem boa saúde, a cura poderá ocorrer em qualquer tempo e lugar, até mesmo sem intermediários (aparentemente, porque ajuda espiritual sempre haverá). No entanto, às vezes, o bem do doente está em continuar sofrendo aquela dor ou limitação, que o reajusta e equilibra espiritualmente, o que nos faz pensar que nossa prece não foi ouvida.Para tanto, vejamos o que diz Emmanuel no livro Seara dos Médiuns, no capítulo "Oração e Cura": "Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. A cura só se dará em caráter duradouro se corrigirmos nossas atuais condições materiais e espirituais. A verdadeira saúde e equilíbrio vêm da paz que em espírito soubermos manter onde, quando, como e com quem estivermos. Empenhemo-nos em curar males físicos, se possível, mas lembremos que o Espiritismo cura sobretudo as moléstias morais".De uma maneira primorosa, Allan Kardec nos situa sobre o assunto: "A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo está, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade, que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou espírito".Daí então se depreende que são quatro as condições fundamentais das quais depende o êxito da cura: o poder curativo do fluido magnético animalizado do próprio médium, a vontade do médium na doação de sua força, a influenciação dos espíritos para dirigir e aumentar a força do homem e as intenções, méritos e fé daquele que deseja se curar.

terça-feira, 28 de julho de 2009

A Cura espiritual (6)

Caríssimos irmãos:
Esta semana daremos continuidade á nossa discussão acerca das curas espirituais, de uma maneira diferente: vamos inserir neste espaço artigos que consideramos importantes para a formação da opinião daqueles que desejarem refletir sobre o assunto.
Não estranhem se alguns pontos de vista dos autores dos artigos não coincidirem com os nossos, pois não pretendemos, como já o dissemos, ser a última palavra em nada. A construção do saber passa, necessariamente, pelo respeito á palavra dos outros, por saber ouvir e buscar interpretar pontos de vista discordantes, que podem estar certos ou errados, mas que colaborem no avanço do saber.
O primeiro texto é de uma médica, Dra. Emiliana Vargas, foi publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 02, e pode ser encontrado na ótima página da Revista na internet em rcespiritismo.com.br

A Cura Espiritual
Geralmente, as pessoas que procuram tratamento espiritual já estão fazendo algum tipo de recuperação por meios médicos convencionais (alopatia, fisioterapia, quimioterapia etc.) ou estão se submetendo a tratamentos com acupuntura, homeopatia e outras técnicas naturalistas. Muitas dessas pessoas só procuraram a cura por métodos espíritas porque não estavam satisfeitas com seus tratamentos, porque estes se prolongavam muito, sem resultados satisfatórios, ou porque, em alguns casos, a situação era desesperadora e sem expectativas de cura.
Os consulentes de centros espíritas buscam, além da cura física, a vital, a emocional e a psíquico-espiritual para resolverem seus conflitos familiares, problemas amorosos, problemas de negócios, questões judiciais etc. Essas pessoas ficam sabendo, através de amigos ou parentes, de algum centro que faz excelentes trabalhos de cura espiritual e, assim, quando chegam a esse centro, já estão com uma atitude positiva, esperançosa e confiante. E isto já é um dos requisitos para estar receptivo à cura.
Habitualmente, o paciente, no centro espírita, passa por uma triagem, uma consulta e só então é estabelecido algum tipo de tratamento espiritual adequado para cada tipo de desequilíbrio ou doença. O tratamento básico prescrito geralmente conta com desobsessão, passes, doutrinação espírita e a leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo. Quando há necessidade de cirurgia espiritual, é recomendado também algum tipo de alimentação especial e moderação de vícios como cigarro e álcool. O paciente é aconselhado, ainda, a evocar o auxílio do Dr. Bezerra de Menezes e de outros médicos do plano espiritual, além de orar a Jesus.
Todas essas orientações são muito importantes, entre outras razões, porque, desta forma, o paciente é obrigado “a fazer sua parte”. Com essa participação ativa no tratamento, ele se torna mais receptivo à cura.
Algumas recomendações muito importantes para se facilitar a obtenção da cura são: a reforma íntima, a leitura de caráter espiritual, os entretenimentos sadios, a manutenção daquela atitude que Jesus denominou como “vigiai e orai”, praticar o silêncio e a prece e ter moderação em tudo que fizer.

Buscando as virtudes de cura

Algumas virtudes e conceitos precisam ser buscados e vivenciados para preparar o doente, a fim de aproveitar melhor o trabalho de cura espiritual que lhe é amorosamente ofertado. Entre outras qualidades, podemos citar a humildade, a compreensão, o perdão, a caridade, o amor, a fé e a gratidão.
A humildade é uma condição em que se aceita a própria situação sem culpa, sem julgamento e sem criticar ninguém ou a si próprio, melhorando a maneira de se comunicar com todas as pessoas. De forma prática, poderíamos dizer que algumas pessoas de condição social, intelectual e financeira acima da média de repente se vêem sentadas ao lado de pessoas simples e pobres, sentindo-se deslocadas. Deus sabe o que faz! Essas diferenças, quando reunidas, têm uma razão especial: o sofrimento não faz distinção, a lição a ser aprendida é a da humildade e da convivência solidária. E isto torna a pessoa receptiva à cura.
A compreensão vem antes do perdão pois primeiro é necessário entender a si próprio, conhecer as motivações pessoais, para então ser capaz de compreender o outro, as limitações e os erros de ambos, abrindo o caminho para a melhora. Ser compreensivo torna o paciente receptivo à cura.
O perdão, como já falamos, vem depois da compreensão, pois se compreendemos nossos erros, os do próximo e todas as questões envolvidas, então somos capazes de perdoar a nós mesmos e ao nosso irmão. Jesus falou exaustivamente da necessidade do perdão incondicional. O perdão verdadeiro não é de natureza intelectual, tem que estar impregnado dentro de nossos sentimentos. A compreensão mental auxilia, mas não é tudo. Exercer o perdão abre campo para a pessoa ficar receptiva à cura.

Praticar a caridade e buscar o amor

Para entender a necessidade da caridade, vejamos as palavras de São Paulo: “Quando mesmo que se tivesse a linguagem dos anjos, o dom da profecia que penetrasse todos os mistérios e ainda tivesse fé, se não tiver caridade não somos bons cristãos (ou bons espíritas)”.
Atualmente, ouvimos muito na mídia a convocação para sermos voluntários. Ser voluntário é ser caridoso. A grande maioria dos trabalhadores dos centros espíritas são voluntários. E que tipo de caridade um doente poderá fazer? Poderá, ao adentrar na casa, dar um bom dia sorrindo, ser gentil com os presentes, sentar-se silenciosamente, orar e pedir a Jesus e a Deus que abençoe essa casa espírita, todos os médiuns, os guias espirituais e as outras pessoas que também estão lá buscando tratamento.
Estas são pequenas atitudes que melhoram seu campo energético e facilitam a recepção das energias de cura. Além disso, a pessoa pode se informar sobre as necessidades da casa e colaborar com aquilo que lhe for possível. Se o paciente se predispor a prestar a caridade a todos no centro e em seu próprio mundo (família, amigos , trabalho etc.), estará se tornando mais receptivo à cura.
Sobre o amor, o Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XV, afirma que ele é o maior mandamento. Jesus disse: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo mandamento é semelhante ao primeiro: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Na verdade, a maioria das pessoas confunde o amor verdadeiro (amor divino, espiritual) com paixão, apego, controle, algo muito pessoal e separatista.
Se quisermos aprender e desenvolver o sentimento do amor em nós, que comecemos a ler e a pensar sobre o assunto, orando e pedindo a Deus que purifique nossos sentimentos e transforme nosso amor. O amor cura, salva, faz milagres, é o maior poder do universo. Todo aquele que busca a cura espiritual deve se esforçar para desenvolver o amor uno, o amor universal, pois assim estará se tornando receptivo à cura.

Tenha fé e seja grato pela cura

Quanto à fé, Jesus disse que se a tivéssemos do tamanho de um grão de mostarda, seríamos capazes de remover montanhas. E quais seriam essas montanhas? Nossas doenças, nossas dificuldades e tudo aquilo que nos parece impossível. Na fé verdadeira não há dúvidas, ainda que tudo pareça impossível. Lembrem-se de algumas parábolas de cura, onde Jesus dizia para a pessoa que foi curada: “A tua fé te curou”. Ainda que não tenhamos uma fé tão grande, podemos orar ardorosamente e pedir a Jesus e a Deus que nos dêem a graça desta. Se você quer ser curado espiritualmente, não fique criticando, julgando ou procurando encontrar coisas que impedirão sua cura. Tenha fé, busque-a incessantemente, pois assim você se abrirá para as bençãos da cura espiritual. Torne-se receptivo à cura!
A gratidão é uma condição indispensável para o processo não só de cura espiritual, mas de toda a trajetória evolutiva. Ore, agradeça e abençoe a tudo e a todos, não somente os que estão próximos, mas também o planeta, a galáxia e o universo! Agradecer tornará você apto para receber a cura.
Enfim, se você deseja ser curado, desenvolva todas as virtudes aqui citadas e muitas outras encontradas na literatura espírita. Desta forma, você ficará bem espiritualmente e bastante receptivo à cura. Que Deus abençoe sua busca espiritual e seu trabalho de cura!

domingo, 26 de julho de 2009

A Cura Espiritual (5)

Caríssimos irmãos:

Cremos ser oportuno fazer um resumo do que foi dito até aqui.
Mesmo assim, recomendamos aos irmãos e amigos, que sempre leiam na íntegra os textos de seu interesse, pois eles já são por si só um resumo, e a pressa pode nos levar a ler o resumo do resumo do resumo...
Para quem não está habituado á navegar neste blog, recomendamos clicar em uma das palavras que aparecem após o texto, como “marcadores”, e se abrirá uma página com todos os textos postados com a palavra clicada: “cura”, por exemplo, abrirá todos os textos desta série em uma única página. Boa leitura.

Resumo das questões de 1 a 10.

Existem as curas espirituais. Quem o afirmou foi Jesus. Elas não são milagrosas, no sentido de “quebras das leis instituídas por Deus”, mas sim derivam das próprias leis divinas, que pressupõem a sujeição da matéria ás irradiações espirituais.
As curas podem acontecer em quaisquer lugares: casas religiosas de diversas doutrinas, hospitais, no lar, etc...
Mas não é fácil atingir a cura: quanto mais profundo o arraigamento da doença, mais esforços e maior tempo serão necessários para produzir efeitos de cura. Inicialmente, o mais correto seria falar-se em alívio dos sintomas, haja vista que há patologias que demandam vidas sucessivas para conseguir cura efetiva.
A atuação do magnetismo curador se dá do espírito para o corpo físico, de dentro para fora, com a substituição das energias doentes, por outras saudáveis, retiradas do ambiente, dos espíritos que auxiliam o processo, e até do próprio doente, de sua fé e desejo sincero de mudança e renovação física e espiritual.
Reconhecer-se merecedor das doenças, devido ás próprias atitudes nesta ou em outras vidas, é condição útil no processo, do mesmo modo que manter-se revoltado, considerando-se injustiçado por sofrer, acusando Deus por suas mazelas, é elemento impeditivo de recebimento de bênçãos. Deus, não nos esqueçamos, não pune nem castiga ninguém, não atribuí á nós fardo maior do que possamos carregar, não pratica injustiças, não tem os defeitos que teimamos em lhe atribuir.
As doenças, por piores que nos pareçam, também nos ensinam a usar da solidariedade, da piedade ativa, da caridade para com aqueles á quem amamos, e são surpreendidos em sua caminhada por processos patológicos lentos e de intenso sofrimento físico e espiritual.
Deus, em sua infinita bondade, permite á nós mobilizarmos energias de alívio e cura das doenças, e nos fornece o auxílio de entidades superiores, através de mediunidade específica para o receituário e/ou para a cura.
Se nos compete atuar neste campo, a oração elevada de propósitos pode mobilizar recursos surpreendentes, retirados de nós mesmos, da natureza, da espiritualidade superior, e encaminhá-los aos doentes, proporcionando alívio, resignação, entendimento, cura.