sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Bíblia do Caminho

Queridos irmãos:
Que a paz do Cristo seja com todos!

Temos uma preocupação em não exagerar nas indicações de material de pesquisa, estudo, leitura, etc.
Mas a relevância do que segue nos permite abrir espaço em nosso blog para fazermos a indicação:
Considere a possibilidade de ter todas as obras de Chico Xavier em seu computador.
Adicione as obras de Kardec (inclusive a Revista Espírita de 1858 até 1869, quando editada por ele)!
Acrescente a Bíblia, com Velho e Novo Testamento.
Pois é, com apenas um clique em www.bibliadocaminho.com.br você terá tudo isto.

Foi um trabalho estóico de digitalização de todo esse material, colocado á disposição de qualquer um por 180 dias, e depois basta baixar novamente, sempre sem custo algum.
E o programa avisa sempre que estiver para ser aberto quantos dias faltam para expirar.
E não precisa estar conectado á internet para ler os livros.

Que Deus abençoe nossos irmãos que trabalharam para possibilitar isto.
E quanto á nós, boa leitura e o máximo de divulgação possível.
E que Assim Seja!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A Cura Espiritual (10)

Queridos irmãos:
Conforme o prometido, postaremos hoje mais um texto sobre mediunidade de cura.
Pedimos atenção para o entendimento quanto á opinião de Divaldo Franco á respeito do assunto: a mesma passagem usada no texto de ontem, é utilizada para justificar uma opinião completamente antagônica!
Isto nos reforça a necessidade de sermos imparciais, livres de preconceitos, e de estudarmos profundamente os assuntos, antes de emitirmos opiniões precipitadas.
A partir do próximo texto, voltaremos ao esquema de perguntas e respostas.

Mediunidade de Cura
Introdução
Aquilo que está realmente acontecendo neste mundo é bem dife­rente do que parece estar ocorrendo, tal como se expressa nas manche­tes dos jornais ou em textos convencionais.
E o que na realidade está ocorrendo é uma ansiosa busca de espi­ritualidade. Quer aprovem todas as pessoas ou não aprovem, esta­mos hoje em meio a um processo de transição para uma nova era, aquilo que muitos estudiosos chamam de "despertar espiritual".
Este encontro do Homem contemporâneo com o pensamento metafísi­co têm-se acompanhado de uma insistente busca da Medicina alternativa. Acupuntura, Medicina Antroposófica, Bioenergética e principalmente, as terapias ditas espirituais. Milhares e milhares de pessoas decepciona­das com a Medicina Convencional têm buscado nos Centros Es­píritas, ou em outras correntes religiosas, o restabeleci­mento de sua saúde.
Daí a importância do estudo das diversas modalidades terapêuti­cas oferecidas pela Casa Espírita.
Modalidades de Terapia Espiritual
a) Fluidoterapia Convencional: trata-se do Passe Magnético, da água fluidificada e da irradiação a distância. São modalidades terapêu­ticas onde se trabalha com fluidos curadores, encontradas em quase to­dos os centros espíritas;
b) Assistência Através de Médiuns Receitistas: o médium recei­tista, segundo Allan Kardec (que os denominava também de médiuns medici­nais), são aqueles cuja especialidade é a de servirem mais fa­cilmente aos Espíritos que fazem prescrições médicas. Lembra o codi­ficador que não se deve confundi-los com os médiuns curadores, porque nada mais fa­zem do que transmitir o pensamento do Espírito e não exer­cem, por si mesmos, nenhuma influência. Benfeitores espirituais do­tados de conheci­mentos sobre Medicina, que ditam através do médium (geralmente por psi­cografia) os medicamentos e as orientações que deve seguir para o seu restabelecimento. A maioria deles trabalha com Meci­dina Homeopática, lançando mão também de chás, ervas e drogas di­tas naturais;
c) Assistência Espiritual Direta: consiste na atuação terapêuti­ca dos Espíritos sem a participação direta de médiuns. Tal­vez seja a mais comum das modalidades terapêuticas espíritas, onde os Ben­feitores estarão mobilizando recursos fluídicos específicos em be­nefício dos ne­cessitados sem que eles, muitas vezes, percebam. Esta modalidade pode desenrolar-se nos centros espíritas ou mesmo nas re­sidências dos enfer­mos. Em determinadas situações o doente é levado em corpo espiritual a certos hospitais do mundo extra-físico e lá são submetidos a complexos processos de reparação perispiritual;
d) Operações Espirituais: essa modalidade terapêutica caracteri­za-se pela atuação de Espíritos desencarnados incorporados e médiuns específicos. No Brasil, ganhou muito destaque a partir dos mé­diuns José Arigó e Edson Queirós. Utilizando-se das mãos do médium ou de instru­mentais cirúrgicos, os cirurgiões desencarnados mobilizam re­cursos flu­ídicos diretamente junto ao corpo físico e espiritual do doente.
Interrogado quanto à utilização desses instrumentos cirúrgicos neste tipo de assistência espiritual, o expositor Divaldo Franco assim se expressou:
"Na minha forma de ver, trata-se de ignorância do Espírito Comuni­cante, que deve ser esclare­cido devidamente, e de presunção do mé­dium, que deve ter alguma frustração e, se realiza desta forma, ou de uma exibi­ção, ou ainda para gerar melhor aceitação do consulente, que condicio­nado pela aparência, fica mais receptivo. Já que os Espíritos se podem utilizar dos médiuns que, nor­malmente não os usam, não vejo porque re­correr à técnica humana quando eles a possuem su­perior." (Diretrizes de Segurança).
O Dr. Jorge Andréa, médico e escritor espírita, adverte quanto à generalização deste tipo de modalidade terapêutica:
"existem desajustes na prática desse tipo de tratamento que devem mere­cer, por parte dos solici­tante, uma análise cautelosa, porquanto os abusos são inúmeros e as mistificações, consciente ou inconscien­tes, abundantes." (Psicologia Espírita)
Com relação aos resultados destas operações espirituais, o Dr. Jorge Andréa esclarece que eles vão depender de fatores ligados ao mé­dium e ao do­ente. Os primeiros se relacionam à seriedade, honestidade de princípios e moralidade. Os fatores relacionados aos doentes são a fé, o mereci­mento e a programação cármica.
Espiritismo e Médium Curador
A mediunidade curadora deve ser examinada tal qual qualquer ou­tra modalidade mediúnica. Nesse sentido o médium de cura deve pro­curar canalizar seus recursos fluídicos para o bem, sustentado pelos princí­pios espíritas e pela moral evangélica. Aquele que se vê com esses do­tes mediúnicos deve procurar nortear sua conduta a partir dos seguin­tes ítens:
a) Vinculação a um Centro Espírita: a maior parte dos proble­mas observados com os médiuns curadores reside no fato de não se sub­meterem aos regimes doutrinários de um Centro Espírita. Muitas vezes optam por um trabalho isolado, quando não constroem seu próprio cen­tro espírita, estruturado em idéias errôneas e práticas inadequadas. Mui­tos inconve­nientes seriam evitados se ele se integrasse a um Cen­tro Espírita como qualquer outro trabalhador de Jesus e amparado pe­las forças dos compa­nheiros encarnados e desencarnados sofreria uma pro­teção muito mais efetiva;
b) Estudo Sistemático Do Espiritismo: não se pode separar a prá­tica mediúnica do estudo constante dos postulados espíritas. Sem esse conhecimento doutrinário, facilmente o médium cairá nas malhas dos Espíritos da sombra ou de pessoas inescrupulosas e aproveitado­ras;
c) Gratuidade Absoluta: a Doutrina espírita não se coaduna com qualquer tipo de cobrança para prestação de serviço espiritual. A gra­tuidade está também relacionada com a questão melindrosa dos "presentes" e das "doações para instituições" que muitas vezes nada mais são do que formas disfarçadas de cobrança;
d) Exercício Constante da Humildade: Allan Kardec assevera que o maior escolho à boa prática mediúnica é a vaidade e o orgulho. Nesse sentido, o médium de cura deve se conscientizar de que ele é apenas um elemento na complexa engrenagem organizada pelo mundo maior, engrena­gem esta, que vai encontrar no Cristo o seu condutor maior.
Finalidade das Curas Espirituais
Sabemos que o grande papel desempenhado pelo Espiritismo está relacionado à moralização da humanidade. Assim sendo, pergunta-se por­que assume a Doutrina Espírita compromissos com as curas espiri­tuais? Qual a finalidade da existência de médiuns curadores? Quem responde é Divaldo Franco:
"A prática do bem, do auxílio aos doentes. O apóstolo Paulo já di­zia: Uns falam línguas estran­geiras, outros profetizam, outros impõe as mãos... Como o Espiritismo é o Consolador, a mediuni­dade, sendo o campo, a porta pelos quais os Espíritos Superiores semeiam e agem, a faculdade cu­radora é o veículo da misericórdia para atender a quem pa­dece, despertando-o para as realidades da Vida Maior, a Vida Ver­dadeira. Após a recuperação da saúde, o paciente já não tem direito de manter dúvidas nem suposições negativas ante a realidade do que ex­perimentou.
O médium curador é o intermediário para o chamamento aos que sofrem, para que mudem a direção do pensamento e do comportamento, inte­grando-se na esfera do bem."
Bibliografia
1) Diretrizes de Segurança - Divaldo e Raul Teixeira
2) Psicologia Espírita - Dr. Jorge Andréa
3) Mãos de Luz - Dra. Barbara Brenan

Este texto se encontar em www.cvdee.org.br/em/em16.rtf

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Cura Espiritual (9)

Caríssimos irmãos:
Que a paz esteja com todos!
Dando continuidade ao nosso estudo acerca da cura espiritual, postaremos dois textos, hoje e amanhã, referentes á mediunidade de cura, assunto muito polêmico dentro do Espiritismo e, principalmente, fora dele.
Cumpre lembrar sempre que as opiniões aqui expressas servem de balizas para a reflexão, e não devem ser impostas á ninguém. Boa leitura e boa reflexão.

Mediunidade de cura
José Argemiro da Silveira, de Ribeirão Preto, SP

Temos observado que vários companheiros do movimento espírita reprovam a mediunidade de cura, como se fosse uma atividade estranha à boa Doutrina. Isto se deve, provavelmente, ao fato de que alguns médiuns dessa especialidade, por não conhecerem, não procuram observar, no exercício da mediunidade, os ensinamentos da Doutrina Espírita. Conseqüentemente, agem em desacordo com o que ensina o Espiritismo, levando os menos avisados a reprovarem, em sua totalidade, toda atividade desse campo. Porém, esta não é uma atitude correta. O fato de alguns utilizarem mal suas faculdades, ou agirem em desacordo com os princípios espíritas, não justifica a atitude de negar valor a todos que trabalham nessa área. A mediunidade de cura é estudada no Espiritismo. Portanto, neste, como em outros setores, é sempre necessário aprofundar o conhecimento do assunto, para não emitir opiniões levianas, sem fundamento. Necessário saber distinguir o certo do errado, não aprovar tudo, mas também não reprovar, sem o devido conhecimento do assunto.

Allan Kardec no Livro dos Médiuns, 2.ª parte, cap. XVI, item 189, registra: "Médiuns curadores - Os que têm o poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos ou pela prece. Esta faculdade não é essencialmente mediúnica pois todos os verdadeiros crentes a possuem, quer sejam médiuns ou não. Freqüentemente não é mais do que a exaltação da potência magnética, fortalecida em caso de necessidade pelo concurso dos Espíritos bons". No item 175, cap. 14, do mesmo livro: "Médiuns curadores - Somente para mencioná-la, trataremos aqui desta variedade de médiuns, porque o assunto exigiria demasiado desenvolvimento para o nosso esquema. Estamos, aliás, informados de que um médico nosso amigo se propõe a tratá-la numa obra especial sobre a medicina intuitiva". E no item 193, cap. 16, diz: "Médiuns medicinais - sua especialidade é a de servirem mais facilmente aos Espíritos que fazem prescrições médicas. Não se deve confundi-los com os médiuns curadores, porque nada mais fazem do que transmitir o pensamento do Espírito, e não exercem por si mesmos nenhuma influência. Muito comuns".

Allan Kardec considera "muito comuns" os médiuns medicinais, "aqueles cuja especialidade é a de servirem mais facilmente os Espíritos que fazem prescrições médicas". Quando trata dos "médiuns curadores" coloca que "o assunto exigiria demasiado desenvolvimento" para o esquema do livro (Livro dos Médiuns). Mas fica claro a importância do tema.

Pergunta feita ao Divaldo P. Franco ("Diretrizes de Segurança", item 21, cap. 1.°) - Qual a finalidade da existência de médiuns curadores?" Resposta: "A prática do bem, do auxílio aos doentes. O apóstolo Paulo já dizia: "Uns falam línguas estrangeiras, outros profetizam, outros impõem as mãos". Como o Espiritismo é o Consolador, a mediunidade, sendo o campo, a porta pelos quais os Espíritos Superiores semeiam e agem, a faculdade curadora é o veículo da Misericórdia para atender a quem padece, despertando-o para as realidades da Vida Maior, a Vida Verdadeira. Após a recuperação da saúde, o paciente já não tem o direito de manter dúvidas nem suposições negativas ante a realidade do que experimentou. O médium curador é o intermediário para o chamamento aos que sofrem, para que mudem a direção do pensamento e do comportamento, integrando-se na esfera do Bem".

As pessoas que condenam todo e qualquer tipo de atividade na mediunidade de cura deveriam estudar a biografia de Eurípedes Barsanulfo, Cairbar Schutel, e tantos outros. O próprio Francisco C. Xavier, durante muito tempo, atendeu a essas tarefas. Os médicos desencarnados, especialmente Bezerra de Menezes, por intermédio dele, respondia a centenas de consultas durante as reuniões semanais. Da biografia do médium João Gonçalves do Nascimento, que está no livro "Grandes Espíritas do Brasil", organizado por Zêus Wantuil, e editado pela Federação Espírita Brasileira, consta o seguinte: "Foi por volta de 1882 que o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, então deputado geral na Corte do Rio de Janeiro, resolveu consultar o médium Nascimento sobre uma dispepsia que havia cinco anos o torturava, não obstante haver ele recorrido aos mais famosos facultativos. — Eu não acreditava nem deixava de acreditar na medicina medianímica, e confesso que proprendia mais para a crença de que o tal médium era um especulador - eis como Bezerra de Menezes julgava, a princípio, o abnegado Nascimento. Servindo-se de um amigo de confiança, e em circunstâncias que não permitissem qualquer espécie de fraude, o grande político cearense obteve a receita solicitada, com a descrição de toda a sua moléstia, seguiu o tratamento prescrito, e, o que a Medicina oficial não conseguira em cinco anos, Nascimento o obteve em apenas três meses. Este e outro fato posterior, agora com a segunda esposa de Bezerra, a qual tinha erradamente sido tratada como tuberculosa por importantes médicos, ficara para sempre curada com as receitas do famoso médium do Grupo Espírita Fraternidade. "Nada me impressionou mais afirmou Bezerra - do que ver um homem, sem conhecimentos médicos e até sem instrução regular, discorrer sobre moléstias, com proficiência anatômica e fisiológica, sem claudicar, como bem poucos médicos o podem fazer".

A biografia do médium Nascimento prossegue citando vários outros casos extraordinários de diagnósticos corretos e curas, realizadas por seu intermédio.

A mediunidade curadora deve ser tratada como qualquer outra modalidade mediúnica. Não se pode aprovar tudo o que se faz nessa área, mas negar, indiscriminadamente, como se toda atividade nesse campo fosse estranha à Doutrina Espírita não é correto. O médium de cura deve orientar seu procedimento, observando:

Vinculação a um Centro Espírita - A maior parte dos problemas constatados reside no fato de o médium não se submeter aos regimes doutrinários de um Centro Espírita;
Estudo Sistemático do Espiritismo - Não se pode separar a prática mediúnica do estudo constante dos postulados espíritas;
Gratuidade absoluta - A Doutrina Espírita não se coaduna com qualquer tipo de cobrança de prestação de serviço espiritual. ainda que disfarçada sob a forma de "presentes", ou de "doações para instituições";
Exercício Constante da Humildade - O médium de cura deve conscientizar-se de que ele é apenas um elemento na complexa engrenagem organizada pelo mundo maior, engrenagem esta que vai encontrar no Cristo o seu condutor maior.
(Jornal Verdade e Luz Nº 170 de Março de 2000)