Caríssimos Irmãos:
A título de finalização, e enquanto recomendação especial para os espíritas, público preferencial deste blog, segue esta última postagem sobre o tema. Que ela conduza á reflexões, é o que se pretende.
O Espiritismo vêm nos colocar em alerta contra um outro tipo de falso profeta: o falso profeta da erraticidade, ou seja, o espírito desencarnado, que vêm até nós com a intenção de nos induzir á erro, e é um dos maiores problemas da mediunidade.
Esta categoria de espíritos, evidentemente, não foi “inventada” pelo Espiritismo: na antiguidade, eles eram tratados como “deuses” infernais, que precisavam ter sua ira aplacada com os sacrifícios de sangue. Depois, foram substituídos no imaginário coletivo pelos “íncubos” e “sucubus”, posteriormente pelos “demônios”, etc.
Via de regra são espíritos que exerceram alguma forma de poder, durante uma ou várias encarnações, e que, uma vez desencarnados, não conseguem abrir mão deste poder, fazendo de tudo para mantê-lo.
Erasto, discípulo de Paulo de Tarso, nos adverte no capítulo XXI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” que “um médium pode ser fascinado” e até “um grupo pode ser enganado”.
Hermínio Miranda nos demonstra sua gênese e a forma de atuação em “Diálogo com as Sombras”.
André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, nos demonstra sua estruturação hierárquica e vinculação, em “Libertação”.
Salvador Gentili nos relata quadros escabrosos de seus processos obsessivos em “Liberação”
Suely Caldas Schubert os revela e estuda em “Obsessão e Desobsessão”.
Poderíamos citar, ainda, inúmeros outros relatos, advindos de médiuns respeitados como Yvonne Pereira e Divaldo Franco, ou trabalhos importantes como o de Luiz Gonzaga Pinheiro, mas acreditamos ter demonstrado rapidamente a necessidade de estudo e vigilância por parte daqueles que trabalham com a mediunidade.
Não esqueçamos jamais, que o Mestre nos ensina a perdoar sempre, e que devemos usar da caridade para com estes nossos irmãos, acautelando-nos, e se possível submetendo tudo ao cadinho da razão, e ao Controle Universal dos Espíritos.
Desconfiar sempre, especialmente dos que vêm com nomes ilustres, das comunicações que não tenham clareza e objetividade, das inovações doutrinárias, daqueles que usam de exclusividade para com seus médiuns, das práticas rituais sugeridas, do menor sinal de orgulho ou vaidade, daqueles que demonstram carecer de aprovação e distinção.
Desconfiar, especialmente, nos grupos de desobsessão. Daqueles que não demonstrem humildade, dos que se lamentam em demasia, e não se prontificam á agradecer ao Pai, dos que não desejam trabalhar
E manter-se atento ás próprias palavras, para não se tornar entre os encarnados, marionete destes falsos profetas da erraticidade, se tornando, assim, falso profeta também.
E que Deus nos abençoe e nos proteja, hoje e sempre.
Que Assim Seja.

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