Caríssimos irmãos:
Que a paz esteja com todos.
Continuando a nossa análise, pediríamos desculpas aos mais preocupados com o rigor intelectual: apesar de não pretendermos distorcer nenhum ensinamento do Cristo, nossa intenção é de popularização de alguns conceitos, e não de parecermos doutos aos olhos de quem quer que seja.
Dito isto, reforçamos: desculpem as simplificações, elas são resultado de nosso pensamento, que é meio simplista!
Quando falamos em “profetas”, logo vêm á mente das pessoas os grandes adivinhos, os que fizeram previsões acerca do futuro, como Nostradamus, por exemplo, ou os profetas do Antigo Testamento.
Mas a capacidade de prever o futuro é apenas um dos atributos de alguns profetas, e nem de longe está consignada em todos.
Na verdade, a palavra profeta, como utilizada pelos apóstolos, está muito mais próxima do conceito de proferir, professar, ou seja, da mesma raiz de professor, profissão.
Quais seriam, então, as características do falso profeta?
De início, seria aquele que proferisse o que não praticasse. Ou seja, aquele cujas palavras não condizem com a prática.
Jesus sempre apontou erro nisto, o que insistiu em chamar de hipocrisia, e de atribuir aos escribas e fariseus, elemento que em parte explica o porque foi tão perseguido e condenado á cruz.
Em Lucas,VI:45-46, o Cristo diz:
“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca. E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?”
Então, cuidado com a falsidade e o fingimento advindo daquele que detenha a palavra, com a missão de propagá-la, e que não cumpra minimamente aquilo que prega.
É claro que não podemos exigir do professante da palavra divina a perfeição: isto somente o Cristo tinha.
Mas se aquele que está investido da palavra não for o primeiro á ouvi-la, a buscar aplicá-la a si mesmo, e se seus atos e pensamentos denunciam uma farsa, a deliberação em praticar algo diferente do que fala, e manter-se, entretanto, com o poder da palavra, este é o lobo com pele de cordeiro, e imagina-se o mal que possa fazer.
E Jesus adverte que estes mesmos realizarão prodígios!
É que, como o Espiritismo pretende demonstrar, a capacidade de operar os ditos “milagres”, resulta muito mais de características das próprias leis dos fenômenos espirituais e materiais, do que da vinculação ou não á figura do Mestre Nazareno.
Assim é que ele mesmo afirmou:” Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Mateus, VII:22-23.
Mas que critério utilizar, enfim, para se acautelar contra os falsos profetas?
Continuaremos Oportunamente.
Fiquem todos em paz.

Nenhum comentário:
Postar um comentário