domingo, 25 de outubro de 2009

Evocação de Espíritos

Caríssimos Irmãos:

Um dos grandes questionamentos que se faz ao Espiritismo, é quanto á evocações dos mortos.
Gostaríamos de adentrar á esta polêmica, nunca suficientemente resolvida, dando um argumento extremamente simples, que alguns chamariam mesmo de simplista, o que não nos incomoda.
Antes, deveríamos dizer que, quem condena ás evocações, normalmente se baseia na proibição de Moisés, Deuteronômio, XVIII:10-12.

Em “O Céu e o Inferno”, Allan Kardec fala a respeito da proibição de se evocar os mortos:
“A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. Essas práticas, ao que parece, também eram objeto de negócio, e Moisés, por mais que fizesse, não conseguiu desentranhá-las dos costumes populares”.
"Quando a evocação é feita com recolhimento e religiosamente; quando os Espíritos são chamados, não por curiosidade, mas por um sentimento de afeição e simpatia, com desejo sincero de instrução e progresso, não vemos nada de irreverente em apelar-se para as pessoas mortas, como se fizera com os vivos. Há, contudo, uma outra resposta peremptória a essa objeção, e é que os Espíritos se apresentam espontaneamente, sem constrangimento, muitas vezes mesmo sem que sejam chamados. Eles também dão testemunho da satisfação que experimentam por comunicar-se com os homens, e queixam-se às vezes do esquecimento em que os deixam. Se os Espíritos se perturbassem ou se agastassem com os nossos chamados, certo o diriam e não retornariam; porém, nessas evocações, livres como são, se se manifestam, é porque lhes convém”. (Allan Kardec, O Céu e o Inferno, pgs. 155-156)

Por outro lado, e eis nosso argumento, se “evocar” os mortos não é correto, “receber” os mortos não é proibido. Ou pelo menos não é proibido desde que Jesus o fez.
Em Mateus, Capítulo XVII, Jesus não só recebe a presença de Moisés e Elias, como ainda chama Pedro, Tiago e João para testemunha-la.
Ora, não nos é possível imaginar Jesus fazendo algo que fosse proibido.
Não vamos nem ser levianos de argumentar com relação á isso; se o Mestre fez, é possível fazer, estamos autorizados a tentar fazer, pois sua prescrição foi de “sermos perfeitos”, pois tudo o que Ele fez foi exemplificar.
Portanto, se Moisés proibiu, Jesus revogou, demonstrando que a proibição estava muito mais vinculada á capacidade da humanidade á época de Moisés, do que á impossibilidade da execução.

Sabemos da prudência necessária quanto ás evocações.
Sabemos que muitos espíritos não estão em condições de atender á chamados particulares.
Sabemos a opinião de Emmanuel e André Luiz á esse respeito.
Sabemos, também, e fazemos questão de respeitar, a opinião das outras religiões.
Mas pedimos á quem se interessar, que pense minimamente, e mesmo que não concorde, pare de “demonizar” nossa posição, pois isso em nada colabora com qualquer debate.

Estejamos em paz, e que o Cristo nos ampare e proteja.

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