quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Parábola do Semeador (1)


Queridos irmãos:

Esta semana, tivemos a ventura de a Parábola do Semeador vir a ser tema recorrente em nossos trabalhos: foi o tema da palestra de segunda-feira, em nosso trabalho da tarde; esteve no estudo dos cursos, de segunda e terça; e fomos surpreendidos com a informação de que nosso confrade José Nilson a explanou em sua palestra de 23/09, em Pedro de Toledo.
È evidente que, estando em um meio em que as pessoas estudam e incentivam o estudo, esta parábola, por muitos considerada como uma síntese dos ensinamentos do Cristo, com relação ao apostolado cristão, forçosamente deveria aparecer. Mas como não acreditamos em casualidade (acaso), mas sim em causalidade (causa e efeito), vamos inserir neste espaço um pequeno estudo sobre ela.
Iniciemos com seu texto:

"Eis que aquele que semeia saiu a semear.
E quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé da estrada, e vieram as aves, e comeram-na;
E outra parte caiu em pedregulhos, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;
Mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.
E outra igualmente caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, e sufocaram-na.
E outra enfim caiu em boa terra, e deu frutos, havendo grãos que rendiam a cem por um, outros a sessenta, outros a trinta.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".
(Mateus, XIII, 3 a 9).

Lembramos aos espíritas, e aos não espíritas, que existe um estudo e comentário acerca desta parábola em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XVII, item 5, com aproveitamento dos itens seguintes.
Comecemos nossa análise lembrando que na continuação da parábola, em Mateus, XIII, de 18 a 23, o próprio Cristo explica o sentido desta:
“Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto á estrada. Mas o que recebeu a semente no pedregulho, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com gosto; porém, ele não tem em si raiz, antes é de pouca duração, e quando lhe sobrevém tribulação e perseguição por amor da palavra, logo se escandaliza. E o que recebeu a semente entre espinhos, este é o que ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa. E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende, e dá fruto, e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um.”

Allan Kardec pouco a comenta, sugerindo apenas que a parábola pode ser aplicada a qualquer estudante do Evangelho, ou mais especificamente ás diferentes categorias de espíritas. Desde os que se apegam apenas aos fenômenos materiais, aos que somente procuram os brilhos das comunicações, e que não as aplicam, até os que acham muito bonitos os conselhos, mas para os outros e não para si, e por último aqueles para os quais as instruções são como as sementes que caíram na boa terra e produzem frutos.

A partir de amanhã começaremos a estudar a parábola com mais profundidade.
Que tenham todos um ótimo dia e que a paz esteja com todos.

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