terça-feira, 18 de agosto de 2009

Talentos Ocultos

Queridos amigos:

Ontem, segunda-feira, fomos presenteados com a primeira palestra de nossa querida Lourdes aos presentes em nosso trabalho da tarde.
Foi um momento emocionante, em que com palavras singelas, mas plenas de significado, ela contagiou á todos.
Versou a sua fala acerca de momentos de sua infância, onde uma vizinha, propondo-se a ocupar o tempo das crianças com algo útil, prestava-se a ensiná-los a difícil arte de representar.
Em certa lição, instadas as crianças a representar "A orfã e a enjeitada", sendo Lourdes a orfã, tinha que reproduzir determinada cena, onde punha-se a chorar bradando algo como "de que me valeu ter tido mãe, somente para colher a tristeza de sua ausência, depois!", "melhor seria nunca tê-la tido", "Oh, se as pessoas soubessem o vazio e a dor da orfandade, entenderiam minha tristeza",etc.

Lourdes, então, passou a chorar copiosamente, o que sua orientadora atribuia á aprendizagem da arte da representação, sem dar-se conta de que a menina chorava mesmo, de verdade, com um medo intenso de perder sua mãezinha.
Agora, adulta, amadurecida, há apenas três meses do desencarne de sua mãe, lembrando dessa passagem, vem a mente de nossa amiga a ventura da vida com sua mãezinha. Os ensinamentos nunca esquecidos, os momentos de oração conjunta, e especialmente, o hábito das bençãos antes de dormir, para si e seus quatro irmãos.
Neste momento de iniciar suas apresentações de palestra em nossa casa, Lourdes quis homenagear sua mãe, agradecê-la, enquanto também agradeceu á nós por darmos á ela essa oportunidade de falar.
Ora, o que poderíamos lhe dizer, senão ficarmos comovidos e gratos nós, por esse momento de pura emoção e convívio com sentimentos elevados.
Nós somos quem tem a agradecer, e somente queremos incentivar nossa amiga nessa caminhada nova, em que ela já demonstrou que tem muito á nos dizer, bastando para isso colocar sempre o coração em suas palestras, buscando apoio e intuição de nossos irmãos do alto.
Como na Parábola dos Talentos, nós, meros estudantes do Espiritismo, não devemos deixar nossos talentos ocultos, enterrados, sem aplicação, por medo do que vai nos dizer nosso Senhor.
Lembremos que prestaremos conta do que fizermos com os empréstimos de Deus, arregaçemos nossas mangas e vamos ao trabalho!
E terminamos com as palavras de Lourdes:
"Assim como minha mãe fazia, e sem o pedido ou autorização de vocês, eu lhes falo: Deus lhes abençoe!"
E que Assim Seja!

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