
Caros irmãos:
Algumas pessoas estranharam a inserção de imagens neste espaço.
Via de regra são as mesmas que questionam regularmente qual a finalidade de nas casas espíritas haverem imagens nas paredes.
Afinal: qual é a opinião do Espiritismo acerca das imagens? E especificamente quanto á da postagem de terça-feira, uma imagem de Nossa Senhora, qual a opinião do Espiritismo acerca desse personagem da História do cristianismo, e do culto á sua imagem, tão marcante em uma religião, e tão criticado em outras (religiões)?
Bem, em primeiro lugar vamos deixar claro que não representamos a palavra oficial do Espiritismo e, portanto, não podemos fornecer essas respostas da maneira como alguns desejariam: de uma forma dogmática.
Mas é exatamente por causa de não estarmos em uma religião dogmática, que podemos emitir nossa opinião, de maneira clara e objetiva, para colaborarmos, como é escopo deste espaço, no avanço da reflexão.
O Espiritismo não é idólatra, e nem apegado á idolatrias.
Mas também não vê com maus olhos o respeito e a demonstração de afeto á quem respeitamos.
Analisemos a postura de todos quanto á nossos entes queridos, e vejamos o que é aceitável:
Todos nós, mesmo tendo contato estreito com nossos filhos, netos ou outros parentes, gostamos de manter em nossa casa, em nosso local de trabalho, ás vezes portando conosco, em nossas bolsas ou carteiras, a foto destes filhos ou netos, e isto apenas nos alegra, nos rememora constantemente a nossa razão de viver, as nossas metas, enfim, olhar a foto de um ente querido somente nos fortalece.
Se o parente está distante, então, seja no tempo ou no espaço, como o pai que mora em outro estado ou país, ou a mãe que já faleceu, aí é que uma simples foto ou quadro na parede nos emociona, nos impulsiona, nos faz lembrar e refletir.
Quer dizer, então, que se eu tiver uma imagem, mesmo que apenas aproximada do real, de meu amigo Jesus, não devo olhar para ela, pois seria idolatria?
Oras, parece bem claro que Ele mesmo nos alertou quanto ao exagero, ao culto áquela imagem, a crença de lhe atribuir poderes mágicos ou místicos, em substituição á adoração ao Pai.
Esta idolatria vazia de significado, este culto irraacional, sim, é destituído de valor, como se eu substituisse o amor pelo meu filho, pela adoração de sua imagem cristalizada num papel.
Com relação á Nossa Senhora, nos diz Emmanuel, em A Caminho da Luz, da preparação para o advento do Cordeiro á Terra, e da escolha de espíritos de elevadíssima categoria para o secundar em sua tarefa. Não podemos considerar Maria, sua mãe, como um destes espíritos superiores? Costumamos lembrar que esta irmã foi escolhida por Deus para velar por Jesus enquanto este era pequenino. E isto é absolutamente meritório.
Também pretendemos nos lembrar, sempre que possível, de Francisco de Assis, de Madre Teresa, de Gandhi, de Chico Xavier, de Allan Kardec, de irmã Dulce, etc, e de tantos outros que viveram para o bem, seja qual for a denominação religiosa a que seguiram.
Daí, até encher nossas casa de imagens e alegorias tem uma grande distância: a distância da irreflexão.
Somos de uma doutrina que valoriza os vivos, ao contrário do que nos acusam, haja vista que ninguém morre!
Somos de uma doutrina que valoriza os vivos, ao contrário do que nos acusam, haja vista que ninguém morre!
Também não cultivamos símbolos mórbidos, de sofrimento e angústia, pois sabemos as formas-pensamento que o cultivo desta imagens podem criar.
Valorizamos o sofrimento de Jesus e a mensagem de sua morte, mas valorizamos infinitamente mais a sua vida, seus exemplos cotidianos e suas mensagens em cada ato, em cada gesto de sua missão.
Quanto ao espaço desse blog, então, deixemos bem claro que a inserção de imagens tem a única finalidade de o embelezar, tornar a leitura mais leve e agradável, evidentemente inserindo imagens que tenham utilidade nas mensagens que pretendemos passar, colaborando, então, para ampliar a reflexão.
Que todos fiquem em paz. Que Assim Seja!
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