quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Reflexões Acerca Da Palavra (1)


“Seja o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque tudo o que passa disto é de procedência maligna.” (Mateus, 5:37.)

Queridos Irmãos:

Vamos fazer uma pequena série de postagens acerca da sinceridade, do uso da palavra na busca da verdade, da crítica a hipocrisia.

Estando á frente de pequeno espaço para a divulgação de idéias, através da palestra pública na casa de caridade, e mesmo através deste espaço para divulgação, que atinge á pessoas a quem ás vezes nem conhecemos, mantemos a constante preocupação de “o quê divulgar”, e “como o divulgar”.
Na forma de divulgação, o Mestre não poderia ser mais claro: seja o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque tudo o que passa disto é de procedência maligna.
Inúmeras vezes o Mestre apontou a necessidade de buscarmos a verdade, de sermos retos em nosso proceder, em não praticarmos a hipocrisia.
Em verdade, todos seres humanos têm, cotidianamente, a oportunidade de exercer a sinceridade, seja na via pública, na fila do comércio, no lar.
E nessa oportunidades, que uso fazemos da palavra?

No contexto do ensinamento, o Mestre exortou-nos á não jurar.
Mas, se mantivermos a verdade, não haverá necessidade de jurar por Deus, solicitar á Divina autoridade em matéria de palavra: nossa sinceridade nos conferirá autoridade, não quanto ao conteúdo de nossas palavras, que refletem apenas nossa capacidade limitada de conhecer a verdade, mas sim quanto ás nossas reais intenções na busca do bem.
Inclusive, a prática da hipocrisia, o fomento á mentira e á todos os males da palavra semeadora da discórdia entre os homens, são demonstrativos da nossa infantilidade espiritual: sabemos que chegará um dia em que todas as máscaras cairão!

Quando Jesus nos manda sermos perfeitos, como perfeito é o Pai, está nos ensinando as vacinas necessárias para quando nos defrontarmos com este momento da queda das máscaras.
Por isso, também, nos incita a entesourarmos bens no coração.
Nos ensina a fazermos a separação: á César o que é de César, á Deus o que é de Deus.
Seres imperfeitos, em busca da reforma íntima que nos coloque no rumo da perfeição, sabemos que temos que vigiar nossos pensamentos, nossos atos, e nossas palavras.
E isto significa que não devemos falar tudo o que quisermos. Não somos donos da verdade.
Mas quando falarmos, usemos da sinceridade, busquemos a verdade que liberta, não a mentira que nos algema ás cadeias de ação e reação.
Somente a verdade nos protege das maledicências do mundo.
Somente o falar, em todos os lugares que freqüentarmos, “sim,sim; não, na”, nos defenderá das intrigas do mundo, dos litígios, das pessoas que desejam semear o mal.

Mas o que pode e o que não pode ser falado?
Continuaremos com este tema amanhã.
Estejam em paz.

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