Recebemos este texto do amigo Sérgio Kiss, e resolvemos dividi-lo com todos.
Sua reflexão partiu das discussões preparatórias do Encontro para Estudos da Doutrina, que se realizará sábado, no Apóstolos de Jesus, em Itanhaém, conforme amplamente divulgado (http://www.useperuibe.com/2012/09/convite-da-use-itanhaem.html)
Esperamos que o texto sirva de motivador para quem deseje participar do Encontro citado, mas cremos que, apesar de representar apenas a opinião pessoal de nosso amigo, é útil a todos. Boa leitura!
Por uma doutrina mais leve.
O mundo espiritual está muito longe de ter apenas locais umbralinos, cavernas cinzentas, e locais de desespero.
Há lugares maravilhosos, muito além de nossa imaginação mais criativa, e esses lugares são em muito maior número que os lugares ruins.
Há espíritos iluminados, muito mais do que espíritos ruins. Há muito mais beleza na vida do que horror. Há muito mais alegria do que dor. Há muito mais perfeição e amor do que erro e ódio.
Há lugares maravilhosos, muito além de nossa imaginação mais criativa, e esses lugares são em muito maior número que os lugares ruins.
Há espíritos iluminados, muito mais do que espíritos ruins. Há muito mais beleza na vida do que horror. Há muito mais alegria do que dor. Há muito mais perfeição e amor do que erro e ódio.
Há uma paz perene que envolve a todos os espíritos e mundos acima do vale de expiações que conhecemos.
Ao deixarmos o corpo físico, não seremos arrastados a umbrais e lamaçais por causa de erros comuns e pequenos em nossas vidas. Se assim fosse, nenhum de nós veria a luz, pois quem é que não comete erros nesta vida?
Estaríamos absolutamente todos fadados ao sofrimento e a dor. Mas sabemos que não é assim que acontece na realidade.
É preciso muito cuidado com a tendência dos homens a criar dogmas, e a tendência de impor seus medos aos outros.
Escreva um livro que fale das maravilhas da vida e do mundo espiritual, e talvez você venda meia dúzia deles.
Escreva outro falando dos abismos, lamaçais, dores e misérias humanas em outras esferas da vida, e você venderá milhares deles.
Cabe a cada um perguntar-se porque ainda está tão ligado a esse tipo de energia tão densa, porque ainda se deleita com informações tão pesadas.
E o pior de tudo é que isso ao longo do tempo irá criando um estereótipo de visão espiritual muito difícil de abandonar, e que pretende ensinar através do medo. Um verdadeiro contra-serviço à Luz e ao Bem maior, pois o medo nada poderá nos ensinar, o medo é ferramenta do mal, e nunca poderá servir ao Bem.
Assim, se você estiver em uma palestra que se baseie na implantação do medo, melhor seria se você se levantasse e saísse. Acredite, você não irá perder nada que valha a pena! E e se você só estiver lendo livros que falem do medo, da dor, e dos problemas espirituais, abandone-os, não há nada ali que vá trazer mais paz e mais luz para a sua existência. Não se trata de colocar na frente dos olhos uma lente cor de rosa para olhar o mundo, mas de saber que não é o “conhecimento” do mal que irá nos elevar, mas o conhecimento, a prática e sobretudo a mente voltada ao bem, que nos será importante alavanca de elevação espiritual.
Eu me pergunto: Se Allan Kardec estivesse vivo hoje, ele estaria engajado no movimento espírita ?
Um homem que tem como túmulo, não uma cruz cristã, nem a estrela de Davi, ou qualquer outro símbolo religioso, mas um dólmen, uma construção simples de pedras, típica dos Druidas do povo Celta, tido como um povo pagão, que em verdade de pagão não tinham nada...
Isso é por demais significativo ! Só não vê quem não quer.
Um homem de uma universalidade impar, de uma visão muito positiva e aberta sobre a vida humana, capaz de organizar e criar uma obra totalmente universalista, como O Livro dos Espíritos, sem absolutamente nenhuma tendência religiosa, incapaz em suas 1018, ou 1019 perguntas e respostas (e até nisso criam polêmicas), incapaz de incutir o medo, o dogmatismo ou a superstição, seja de que forma for.
Será que ele concordaria com o “peso” adicionado à doutrina espírita de hoje, onde espíritas mal preparados, tem mais medo de morrer do que os não espíritas?
Sou contra a doutrina espírita ?
Claro que não! Mas sou contra o que estamos fazendo com ela, usando-a como ferramenta para assustar as pessoas, e em alguns casos até mesmo como criadora de uma religiosidade de dependência doentia.
Então o que fazer ?
Não tenho as respostas, mas de cara eu começaria boicotando todo e qualquer livro, “pretensamente espírita”, que seja uma apologia ao medo, à visão densa, pesada e pessimista das coisas do espírito, porque escrever livros pretensamente espíritas hoje, é sinônimo de fluxo de caixa, mas muitos deles estão repletos de inverdades, que cederam lugar para um sensacionalismo vendável e rentável, mas sem nenhum compromisso com a verdade. Então, ao que servem senão ao mal?
Não se trata de forma alguma de criarmos um “index librorum prohibitorum”, trata-se de bom senso pessoal, e de uma meta clara estabelecida por nós mesmos para o nosso aprendizado e caminho, não aceitando o que vá em sentido contrário aos nossos interesses mais profundos, não fazendo de nós, elementos de rebanho, mas fazendo de cada um de nós, indivíduos conscientes de nossas metas.
Há um culpado?
Se houver somos nós. Porque compactuamos com essa postura medieval e cheia de superstições. Em pleno século XXI, não somos ainda capazes de ver as coisas às claras como elas são. Precisamos criar em torno de tudo uma capa de misticismos, com nossos medos e negatividade, colocando sobre as coisas o nosso estado interior, que via de regra é sempre complicado, negativo e cheio de culpa, resquícios do nosso passado de baixa autoestima, incutidas pelo poder dos homens que dirigem o planeta até os dias de hoje.
Quando ergueremos a cabeça e assumiremos a nossa herança Divina?
Quando tomaremos posse do que Deus nos deixou como presente: o Universo sem fim?
Passou da hora de darmos um basta ao “peso adicionado à doutrina”, originalmente ela nunca foi assim.
Encare e engaje-se você também neste trabalho: o de levar a Luz aos recantos escuros dos nossos medos, mas levá-la através da esperança e da fé, das coisas claras e abertas à vista de todos, para que todos possam compreendê-las, aprendê-las, e assim, LIBERTAREM-SE.
“Meu jugo é leve”, disse Jesus, e é sempre assim que deveria ser.
Paz e Luz
Sergio G. Kiss
Ao deixarmos o corpo físico, não seremos arrastados a umbrais e lamaçais por causa de erros comuns e pequenos em nossas vidas. Se assim fosse, nenhum de nós veria a luz, pois quem é que não comete erros nesta vida?
Estaríamos absolutamente todos fadados ao sofrimento e a dor. Mas sabemos que não é assim que acontece na realidade.
É preciso muito cuidado com a tendência dos homens a criar dogmas, e a tendência de impor seus medos aos outros.
Escreva um livro que fale das maravilhas da vida e do mundo espiritual, e talvez você venda meia dúzia deles.
Escreva outro falando dos abismos, lamaçais, dores e misérias humanas em outras esferas da vida, e você venderá milhares deles.
Cabe a cada um perguntar-se porque ainda está tão ligado a esse tipo de energia tão densa, porque ainda se deleita com informações tão pesadas.
E o pior de tudo é que isso ao longo do tempo irá criando um estereótipo de visão espiritual muito difícil de abandonar, e que pretende ensinar através do medo. Um verdadeiro contra-serviço à Luz e ao Bem maior, pois o medo nada poderá nos ensinar, o medo é ferramenta do mal, e nunca poderá servir ao Bem.
Assim, se você estiver em uma palestra que se baseie na implantação do medo, melhor seria se você se levantasse e saísse. Acredite, você não irá perder nada que valha a pena! E e se você só estiver lendo livros que falem do medo, da dor, e dos problemas espirituais, abandone-os, não há nada ali que vá trazer mais paz e mais luz para a sua existência. Não se trata de colocar na frente dos olhos uma lente cor de rosa para olhar o mundo, mas de saber que não é o “conhecimento” do mal que irá nos elevar, mas o conhecimento, a prática e sobretudo a mente voltada ao bem, que nos será importante alavanca de elevação espiritual.
Eu me pergunto: Se Allan Kardec estivesse vivo hoje, ele estaria engajado no movimento espírita ?
Um homem que tem como túmulo, não uma cruz cristã, nem a estrela de Davi, ou qualquer outro símbolo religioso, mas um dólmen, uma construção simples de pedras, típica dos Druidas do povo Celta, tido como um povo pagão, que em verdade de pagão não tinham nada...
Isso é por demais significativo ! Só não vê quem não quer.
Um homem de uma universalidade impar, de uma visão muito positiva e aberta sobre a vida humana, capaz de organizar e criar uma obra totalmente universalista, como O Livro dos Espíritos, sem absolutamente nenhuma tendência religiosa, incapaz em suas 1018, ou 1019 perguntas e respostas (e até nisso criam polêmicas), incapaz de incutir o medo, o dogmatismo ou a superstição, seja de que forma for.
Será que ele concordaria com o “peso” adicionado à doutrina espírita de hoje, onde espíritas mal preparados, tem mais medo de morrer do que os não espíritas?
Sou contra a doutrina espírita ?
Claro que não! Mas sou contra o que estamos fazendo com ela, usando-a como ferramenta para assustar as pessoas, e em alguns casos até mesmo como criadora de uma religiosidade de dependência doentia.
Então o que fazer ?
Não tenho as respostas, mas de cara eu começaria boicotando todo e qualquer livro, “pretensamente espírita”, que seja uma apologia ao medo, à visão densa, pesada e pessimista das coisas do espírito, porque escrever livros pretensamente espíritas hoje, é sinônimo de fluxo de caixa, mas muitos deles estão repletos de inverdades, que cederam lugar para um sensacionalismo vendável e rentável, mas sem nenhum compromisso com a verdade. Então, ao que servem senão ao mal?
Não se trata de forma alguma de criarmos um “index librorum prohibitorum”, trata-se de bom senso pessoal, e de uma meta clara estabelecida por nós mesmos para o nosso aprendizado e caminho, não aceitando o que vá em sentido contrário aos nossos interesses mais profundos, não fazendo de nós, elementos de rebanho, mas fazendo de cada um de nós, indivíduos conscientes de nossas metas.
Há um culpado?
Se houver somos nós. Porque compactuamos com essa postura medieval e cheia de superstições. Em pleno século XXI, não somos ainda capazes de ver as coisas às claras como elas são. Precisamos criar em torno de tudo uma capa de misticismos, com nossos medos e negatividade, colocando sobre as coisas o nosso estado interior, que via de regra é sempre complicado, negativo e cheio de culpa, resquícios do nosso passado de baixa autoestima, incutidas pelo poder dos homens que dirigem o planeta até os dias de hoje.
Quando ergueremos a cabeça e assumiremos a nossa herança Divina?
Quando tomaremos posse do que Deus nos deixou como presente: o Universo sem fim?
Passou da hora de darmos um basta ao “peso adicionado à doutrina”, originalmente ela nunca foi assim.
Encare e engaje-se você também neste trabalho: o de levar a Luz aos recantos escuros dos nossos medos, mas levá-la através da esperança e da fé, das coisas claras e abertas à vista de todos, para que todos possam compreendê-las, aprendê-las, e assim, LIBERTAREM-SE.
“Meu jugo é leve”, disse Jesus, e é sempre assim que deveria ser.
Paz e Luz
Sergio G. Kiss

Nenhum comentário:
Postar um comentário