sábado, 7 de maio de 2011

Palestra Centro Espírita Nosso Lar - Sérgio Kiss




Queridos Irmãos:
Sérgio Kiss nos colocou um problema difícil: como encontrar o tom certo em nosso comentário, que não parecesse mera apologia á um amigo? Haja vista que, sim, nos contamos no agradável grupo de seus amigos.
Como, entretanto, criticar, se ficamos empolgados com sua palestra?
A prudência nos levou a “consultar as bases”, ou seja, inquirir das pessoas próximas, e de nossa confiança, se acharam tão maravilhosa a sua palestra, e a noite que vivemos ontem em Nosso Lar.
Não houve surpresa: todos foram unânimes em que ele proporcionou-nos uma noite maravilhosa, onde conciliou “o espírito da verdade”, com o “consolador prometido”, na feliz expressão de Richard Simonetti.
Maravilhoso! Magnífico!
Essas e outras expressões foram usadas para designar sua atuação.
Sempre no grandiloquente, sempre no superlativo.
Houve mesmo quem observasse que, se Eugenivaldo Fort nos propiciou momentos de puro ensinamento, e Kátia nos emocionou, Sérgio nos colocou um degrau acima, encontrando o tom certo entre razão e emoção.
Dificultou em muito, então, a tarefa dos próximos palestrantes desse mês espírita!
E ainda vamos agradecer!
Claro que sua tarefa foi favorecida pelas maravilhosas vozes de Nosso Lar, especialmente o Carlos: que voz, que interpretação!
Mesmo o Contreras não destoou (com o perdão do trocadilho): diríamos até que se empolgou, ao final, da mesma forma que nós outros!
Mas, tentando ser mais críticos, o que foi que Sérgio fez?
Explanou com segurança por um tema árido: a necessidade da reencarnação.
Árido por poder ser, facilmente, abordado filosoficamente, ou cientificamente, ou mesmo religiosamente.
E todos sabemos o quanto nos exige o Espiritismo ao tentar conciliar essas áreas do saber!
Falando com segurança sobre a obra de Ian Stevenson, acrescentando Banerjee, Hernani Guimarães Andrade, suas pesquisas no Brasil, e apoiando-se vivamente em André Luiz, e nas pesquisas mais contemporâneas de Marlene Nobre e Décio Iandoli Júnior, Sérgio nos facultou entender com clareza toda uma área da ciência construída a partir de lembranças espontâneas das vidas anteriores, e suas repercussões teóricas mais importantes.
Talvez seu ponto alto em termos de didática tenha sido conseguir guiar o leigo, tal qual o somos, no espinhoso entendimento do trabalho do casal Kirlian, em sua busca da confirmação da existência do corpo bioplásmico, e sem citar em nenhum momento a palavra “aura”!
Por fim, com o equilíbrio exato entre bom humor e seriedade, Sérgio nos fez refletir, nos fez rir, nos fez nos emocionarmos, nos fez nos felicitarmos por estar ali, naquela hora, naquele ambiente de luz!
Partícipes do processo de integração das casas espíritas de Peruíbe, crentes de que temos pessoas com capacidades insuspeitadas, aguardando oportunidade para se expressar, temos a felicidade de ver em Sérgio a realização de nossos mais secretos desejos: mostrar que o movimento espírita são as pessoas, e que nesse quesito, em nada devemos á ninguém!
E pensar que, por ironia do destino, Sérgio ficou “stand by” no Mês Espírita do ano passado.
Mas como não acreditamos em casualidade, mas em causalidade, quem sabe não houveram os bons espíritos por assim disciplinar, de modo a que todos nos surpreendêssemos, quando os frutos se mostraram maduros!
Obrigado ao Sérgio pela execução.
Obrigado, Senhor, por mais esta lição.
Fiquemos em paz. E que Assim Seja!

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