quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Espiritismo e a Ciência


Queridos amigos:


Ao emitirmos pontos de vista específicos de nossos grupos de estudo, não queremos com isso lançar polêmicas estéreis.

Não é necessário fazer confusão porque categorizamos o Espiritismo como uma Ciência: sabemos da rejeição que os cientistas têm para conosco.

Poderíamos dar a explicação simplista para isso: os cientistas cuidam da ciência "material", nós, os espíritas, cuidamos da ciência "espiritual".

Na verdade, não acreditamos nisso.

Sabemos que o Espiritismo está profundamente marcado pelo pensamento racionalista, determinista e evolucionista do Séc. XIX.

Sabemos, também, que apesar da necessidade de progressão em seus postulados, alguns espíritas fundaram uma certa "ortodoxia" kardecista, 'congelando" as verdades, o que contraria profundamente os postulados do próprio Kardec.

Não estamos desatentos ás mudanças de paradigmas da Ciência do Século XX, nem desconhecemos a demarcação territorial que a ciência oficial fez entre o campo epstemológico da religião e o próprio.

Mas entendemos que todas essas criações são dados culturais de um momento.

Pode ser artigo de fé, mas consideramos que se a Verdade existe, ela é uma só. Não pode ser uma aqui e outra acolá. Também não pode ser menos verdadeira em suas partes constituintes.

Outra vez afirmamos saber os excessos que o Espiritismo comete em nome do raciocínio lógico, já que não consegue provar experimentalmente suas teses.

Mas utilizaremos mais uma vez da lógica, não para convencer quem não deseja ser convencido, mas para embasar nossa tranquilidade na análise do problema;

Se a Verdade é uma só, não adianta estarmos com ela ou fora dela. Ela vai se impor do mesmo jeito.

Podemos fazer uma piada, muito sem graça especialmente para os ateus, de que, se a Verdade estiver conosco, ele descobrirá. Mas se estiver com ele, nunca saberemos.

Foi a Ciência quem teve de sair do mecanicismo, estabelecer o relativismo em seus conceitos, aceitar os paradoxos da Mecânica Quântica, falar mais em probabilidades e menos em certezas.

Foi a Ciência quem, após tentar perseguir o Espiritismo com a Parapsicologia durante todo o Séc. XX, iniciou o processo de construção de "novas pontes" entre as áreas do científico e do religioso.

É claro que isto não confere validade imediata ás verdades propaladas pelo Espiritismo, isto é assunto interno nosso, nossa obrigação, que muitos, inclusive, se recusam a fazer, por desejarem uma "revelação" beatífica e permanente.

Mas este processo mostra que não precisamos nos portar como se estivessemos em mais uma "guerra santa", como muitas já as houve, e com os resultados sobejamente conhecidos.

Não há preconceitos, nem pré-conceitos, que façam o conhecimento estagnar.

No máximo, retarda-se o acesso á este.

E o avanço científico cedo ou tarde comprovará ou rejeitará definitivamente os postulados espíritas.

Cremos ainda estar muito longe deste momento, mas caminhando seguramente para ele.

Para onde a balança penderá? Isto já é artigo de fé.


Que todos tenham paz.

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