quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A Cura Espiritual (10)

Queridos irmãos:
Conforme o prometido, postaremos hoje mais um texto sobre mediunidade de cura.
Pedimos atenção para o entendimento quanto á opinião de Divaldo Franco á respeito do assunto: a mesma passagem usada no texto de ontem, é utilizada para justificar uma opinião completamente antagônica!
Isto nos reforça a necessidade de sermos imparciais, livres de preconceitos, e de estudarmos profundamente os assuntos, antes de emitirmos opiniões precipitadas.
A partir do próximo texto, voltaremos ao esquema de perguntas e respostas.

Mediunidade de Cura
Introdução
Aquilo que está realmente acontecendo neste mundo é bem dife­rente do que parece estar ocorrendo, tal como se expressa nas manche­tes dos jornais ou em textos convencionais.
E o que na realidade está ocorrendo é uma ansiosa busca de espi­ritualidade. Quer aprovem todas as pessoas ou não aprovem, esta­mos hoje em meio a um processo de transição para uma nova era, aquilo que muitos estudiosos chamam de "despertar espiritual".
Este encontro do Homem contemporâneo com o pensamento metafísi­co têm-se acompanhado de uma insistente busca da Medicina alternativa. Acupuntura, Medicina Antroposófica, Bioenergética e principalmente, as terapias ditas espirituais. Milhares e milhares de pessoas decepciona­das com a Medicina Convencional têm buscado nos Centros Es­píritas, ou em outras correntes religiosas, o restabeleci­mento de sua saúde.
Daí a importância do estudo das diversas modalidades terapêuti­cas oferecidas pela Casa Espírita.
Modalidades de Terapia Espiritual
a) Fluidoterapia Convencional: trata-se do Passe Magnético, da água fluidificada e da irradiação a distância. São modalidades terapêu­ticas onde se trabalha com fluidos curadores, encontradas em quase to­dos os centros espíritas;
b) Assistência Através de Médiuns Receitistas: o médium recei­tista, segundo Allan Kardec (que os denominava também de médiuns medici­nais), são aqueles cuja especialidade é a de servirem mais fa­cilmente aos Espíritos que fazem prescrições médicas. Lembra o codi­ficador que não se deve confundi-los com os médiuns curadores, porque nada mais fa­zem do que transmitir o pensamento do Espírito e não exer­cem, por si mesmos, nenhuma influência. Benfeitores espirituais do­tados de conheci­mentos sobre Medicina, que ditam através do médium (geralmente por psi­cografia) os medicamentos e as orientações que deve seguir para o seu restabelecimento. A maioria deles trabalha com Meci­dina Homeopática, lançando mão também de chás, ervas e drogas di­tas naturais;
c) Assistência Espiritual Direta: consiste na atuação terapêuti­ca dos Espíritos sem a participação direta de médiuns. Tal­vez seja a mais comum das modalidades terapêuticas espíritas, onde os Ben­feitores estarão mobilizando recursos fluídicos específicos em be­nefício dos ne­cessitados sem que eles, muitas vezes, percebam. Esta modalidade pode desenrolar-se nos centros espíritas ou mesmo nas re­sidências dos enfer­mos. Em determinadas situações o doente é levado em corpo espiritual a certos hospitais do mundo extra-físico e lá são submetidos a complexos processos de reparação perispiritual;
d) Operações Espirituais: essa modalidade terapêutica caracteri­za-se pela atuação de Espíritos desencarnados incorporados e médiuns específicos. No Brasil, ganhou muito destaque a partir dos mé­diuns José Arigó e Edson Queirós. Utilizando-se das mãos do médium ou de instru­mentais cirúrgicos, os cirurgiões desencarnados mobilizam re­cursos flu­ídicos diretamente junto ao corpo físico e espiritual do doente.
Interrogado quanto à utilização desses instrumentos cirúrgicos neste tipo de assistência espiritual, o expositor Divaldo Franco assim se expressou:
"Na minha forma de ver, trata-se de ignorância do Espírito Comuni­cante, que deve ser esclare­cido devidamente, e de presunção do mé­dium, que deve ter alguma frustração e, se realiza desta forma, ou de uma exibi­ção, ou ainda para gerar melhor aceitação do consulente, que condicio­nado pela aparência, fica mais receptivo. Já que os Espíritos se podem utilizar dos médiuns que, nor­malmente não os usam, não vejo porque re­correr à técnica humana quando eles a possuem su­perior." (Diretrizes de Segurança).
O Dr. Jorge Andréa, médico e escritor espírita, adverte quanto à generalização deste tipo de modalidade terapêutica:
"existem desajustes na prática desse tipo de tratamento que devem mere­cer, por parte dos solici­tante, uma análise cautelosa, porquanto os abusos são inúmeros e as mistificações, consciente ou inconscien­tes, abundantes." (Psicologia Espírita)
Com relação aos resultados destas operações espirituais, o Dr. Jorge Andréa esclarece que eles vão depender de fatores ligados ao mé­dium e ao do­ente. Os primeiros se relacionam à seriedade, honestidade de princípios e moralidade. Os fatores relacionados aos doentes são a fé, o mereci­mento e a programação cármica.
Espiritismo e Médium Curador
A mediunidade curadora deve ser examinada tal qual qualquer ou­tra modalidade mediúnica. Nesse sentido o médium de cura deve pro­curar canalizar seus recursos fluídicos para o bem, sustentado pelos princí­pios espíritas e pela moral evangélica. Aquele que se vê com esses do­tes mediúnicos deve procurar nortear sua conduta a partir dos seguin­tes ítens:
a) Vinculação a um Centro Espírita: a maior parte dos proble­mas observados com os médiuns curadores reside no fato de não se sub­meterem aos regimes doutrinários de um Centro Espírita. Muitas vezes optam por um trabalho isolado, quando não constroem seu próprio cen­tro espírita, estruturado em idéias errôneas e práticas inadequadas. Mui­tos inconve­nientes seriam evitados se ele se integrasse a um Cen­tro Espírita como qualquer outro trabalhador de Jesus e amparado pe­las forças dos compa­nheiros encarnados e desencarnados sofreria uma pro­teção muito mais efetiva;
b) Estudo Sistemático Do Espiritismo: não se pode separar a prá­tica mediúnica do estudo constante dos postulados espíritas. Sem esse conhecimento doutrinário, facilmente o médium cairá nas malhas dos Espíritos da sombra ou de pessoas inescrupulosas e aproveitado­ras;
c) Gratuidade Absoluta: a Doutrina espírita não se coaduna com qualquer tipo de cobrança para prestação de serviço espiritual. A gra­tuidade está também relacionada com a questão melindrosa dos "presentes" e das "doações para instituições" que muitas vezes nada mais são do que formas disfarçadas de cobrança;
d) Exercício Constante da Humildade: Allan Kardec assevera que o maior escolho à boa prática mediúnica é a vaidade e o orgulho. Nesse sentido, o médium de cura deve se conscientizar de que ele é apenas um elemento na complexa engrenagem organizada pelo mundo maior, engrena­gem esta, que vai encontrar no Cristo o seu condutor maior.
Finalidade das Curas Espirituais
Sabemos que o grande papel desempenhado pelo Espiritismo está relacionado à moralização da humanidade. Assim sendo, pergunta-se por­que assume a Doutrina Espírita compromissos com as curas espiri­tuais? Qual a finalidade da existência de médiuns curadores? Quem responde é Divaldo Franco:
"A prática do bem, do auxílio aos doentes. O apóstolo Paulo já di­zia: Uns falam línguas estran­geiras, outros profetizam, outros impõe as mãos... Como o Espiritismo é o Consolador, a mediuni­dade, sendo o campo, a porta pelos quais os Espíritos Superiores semeiam e agem, a faculdade cu­radora é o veículo da misericórdia para atender a quem pa­dece, despertando-o para as realidades da Vida Maior, a Vida Ver­dadeira. Após a recuperação da saúde, o paciente já não tem direito de manter dúvidas nem suposições negativas ante a realidade do que ex­perimentou.
O médium curador é o intermediário para o chamamento aos que sofrem, para que mudem a direção do pensamento e do comportamento, inte­grando-se na esfera do bem."
Bibliografia
1) Diretrizes de Segurança - Divaldo e Raul Teixeira
2) Psicologia Espírita - Dr. Jorge Andréa
3) Mãos de Luz - Dra. Barbara Brenan

Este texto se encontar em www.cvdee.org.br/em/em16.rtf

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