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8.Dentro do que foi dito até aqui, pode-se entender a doença como uma forma de punição de Deus á nós?
Imaginar que Deus nos puna através da doença é atribuir a Ele nossos defeitos. Deus não pune, nem castiga ninguém. Ele é toda a perfeição, toda a bondade. Esta imagem de Deus é a visão antropomórfica de um ser semelhante á nós, com preferências pessoais, com mágoas, com ódios, rancores, etc, visão que as religiões dogmáticas alimentaram durante milênios, e que ainda hoje temos dificuldades em superar, por estar fortemente gravada em nosso subconsciente. Ademais, é cômodo atribuir á Deus responsabilidade por nossas mazelas: assim não precisamos fazer nossa parte.
As doenças devem ser entendidas como oportunidades de purificação e de retomada do reto caminho.
O que Deus fez foi criar leis perfeitas, que regem todos os processos naturais. Quando nos afastamos da aplicação correta destas leis, criamos em nós acúmulos energéticos malsãos, ou se quiserem usar outros termos, necessidade de resgate cármico, ou necessidade de reajuste, ou quantos nomes as diversas doutrinas quiserem dar.
A realidade é que, se não amamos, se não trabalhamos para o bem , se não praticamos a caridade, nos desviamos do caminho de Deus. Criamos então, nós mesmos, a necessidade de á ele voltar, através da dor purificadora, ou através do amor, que “cura uma multidão de erros”.
A doença, vista por este prisma, é a oportunidade de nos livrarmos das energias densas que acumulamos nesta e em outras vidas. É a oportunidade do resgate de nós mesmos, enquanto criaturas divinas. É a chance de nos “conformarmos” aos ditames da espiritualidade superior, á leis divinas.
Isto não quer dizer que devamos querer a doença, que ela seja um bem!
Quer dizer que ela é uma necessidade daqueles (todos nós) que se desviaram do caminho reto, da porta estreita.
Ela é o remédio, por vezes muito amargo, necessário á nossa correção.
E para aqueles que convivem com doentes em sua família ou meio social, é também oportunidade de aprender e exemplificar o amor, de se elevar, sublimar suas energias através da doação plena de amor.
E além de remédio, a dor é vacina.
Vendo o sofrimento dos que nos são caros, sofrendo com as ações dos outros com relação á quem amamos, nos apiedando com o sofrimento das pessoas próximas e/ou distantes de nós, aprendemos a salutar advertência do "não fazer aos outros aquilo que não queremos para nós mesmos".
Devido ao medo que nos infunde, devido ao sofrimento retificador, devido ás lágrimas choradas por nossa situação, ou pela situação daqueles á quem amamos, aprendemos á não errar, não odiar, não nos magoar, aprendemos, enfim, a verdadeiramente amar, e a preparar nosso espírito para a verdadeira saúde espiritual, que só advirá quando estivermos “limpos” das energias malsãs, expurgadas através da dor ou do amor.
E que Assim Seja!
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