quinta-feira, 19 de novembro de 2009
As Candeias (3)
Caríssimos Irmãos:
Á título de encerramento deste pequeno estudo, gostaríamos de utilizar o Capítulo XXIV de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" para aconselhar aos médiuns.
O capítulo citado não foi interpretado como sendo específico para os médiuns, mas poucos estudos revelam mensagens tão importantes como as contidas nele.
Isto é importante, na medida em que há médiuns que consideram essencial estudar "O Livro dos Médiuns", relegando outros aspectos á segundo ou último plano.
A primeira advertência importante é não ocultar a mediunidade. Não enterrá-la. Não colocá-la debaixo do alqueire.
Se nós considerarmos o trabalho mediúnico como fonte de iluminação do mundo, como o Espírito derramado sobre toda a carne, devemos aproveitar para diminuir nossa multidão de erros, através do trabalho caritativo, com a mediunidade.
Depois colhemos a advertência do Cristo: "Não ir aos gentios", que podemos adaptar para nosso cotidiano: não gastemos tempo tentando convencer que não quiser ser convencido.
Se alguém duvidar de nossas convicções, que aguardemos pacientemente a vitória da verdade, para demonstrarmos que sempre tivemos boas intenções.
Nada de querer exportar nossa consciência, ou pretender "fazer a cabeça" de quem quer que seja: como Jesus disse, há aqueles que mesmo vendo não vêem.
Outrossim, o Mestre amado nos esclarece: "os sãos não precisam de médico".
Então, se considerarmos a mediunidade remédio para alguma coisa, então somos os mais doentes! Ou no mínimo os primeiros que deveriam analisar com cuidado as informações prestadas através de nossa pessoa.
O Pai não nos facultaria uma possibilidade que não nos fosse útil.
Então a mediunidade não é punição e nem missão: é oportunidade de esclarecer ao mundo, começando por esclarecer á nós mesmos.
Ainda neste capítulo, encontramos a necessidade de termos coragem em confessar nossa fé.
Quantos de nós, por medo de julgamentos ou por inibição, não confessamos estarmos convencidos pela doutrina Espírita, estarmos esclarecidos na fé e na razão, termos encontrado boa parte das respostas que procurávamos.
Mas Jesus disse que se nos envergonharmos de sua companhia, Ele não carece mais de estar conosco.
Isso não significa contender, mas sim sermos defensores corretos de nossas convicções.
Por fim, ao término do capítulo, encontramos a determinação de que, se quisermos seguir á Jesus, devemos carregar nossa cruz.
Não devemos murmurar.
Não podemos nos revoltar, e considerar que por estar no trabalho mediúnico, seremos poupados das agruras da vida.
Onde o nosso mérito para ficarmos isentos dos processos retificadores?
Onde a promessa do Cristo de nos conceder facilidades?
E o que fazer com nosso passado delituoso?
Saibamos servir sem pretender privilégios, sem olhar para trás, sem nos arvorarmos em ser o que não somos.
Como se vê, é todo um programa de trabalho que se encontra contido no capítulo em questão.
Que nós, no exercício da mediunidade, saibamos ouvir as advertências do Cristo, e que Ele nos conceda forças para seguirmos em nossa pequena tarefa.
E Que Assim Seja!
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