quinta-feira, 12 de novembro de 2009

As Candeias (1)


“Ninguém, pois, acende uma luzerna e a cobre com alguma vasilha, ou a põe debaixo da cama; põe-na, sim, sobre um candeeiro, para que vejam a luz os que entram. Porque não há coisa encoberta, que não haja de ser manifestada; nem escondida, que não haja de saber-se e fazer-se pública.” (Lucas, VIII: 16-17). Semelhante em Mateus, V:15.


Caríssimos Irmãos:

Estamos iniciando, novamente, uma série de postagens que visa favorecer o estudo daqueles que freqüentam nossos cursos.

Seguimos O Evangelho Segundo O Espiritismo, e estamos nos referindo ao capítulo XXIV.

Para iniciarmos, gostaríamos de esclarecer a dúvida pertinente ao significado de algumas palavras, hoje pouco utilizadas.
Luzerna: grande luz; clarão; luzeiro. Também pode ser usado como sinônimo de “olhos”, principalmente no plural, ou na forma “luzeiros”.
Candeeiro: aparelho, com pé ou de suspensão, para alumiar, queimar nele óleo ou gás inflamável; lampião.
Candeia: pequena lâmpada de bico, que se suspende de um prego.
Alqueire: unidade de medida. Na passagem do Evangelho em que se diz “Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? Não vem antes para se colocar no velador?”, (Marcos, IV:21), o sentido é de enterrado, sob a terra, escondido.
Velador: no Evangelho, suporte vertical de madeira, o qual se assenta numa base ou pé, e termina no alto por um disco onde se põe um candeeiro ou uma vela.

Estas passagens do Evangelho estão relacionadas á transmissão do conhecimento: aquele que o possui deve iluminar aos outros, e não usá-lo privativamente, ou mesmo escondê-lo.

Aprofundemos a metáfora: uma candeia tem por objetivo iluminar ambientes. Mas, para que isso aconteça, é necessária certa quantidade de oléo em seu recipiente e um acendedor para preparar o funcionamento.
Se somos a candeia, a palavra de Deus é o óleo que nos alimenta . O acendedor desse fogo seria o fenômeno mediúnico, ou no entender das demais religiões, o Espírito Santo.
Como candeias, temos necessidade de oléo, diariamente, a fim de que o fogo permaneça acesso.
Candeias não podem ter furos, brechas, ou rachaduras. O oléo escaparia. Sem óleo, sem fogo.
Daí a necessidade de sermos perfeitos, segundo preceituou o Mestre.

Também não devemos nos esconder: uma candeia, escondida em baixo de uma cama ou de um alqueire, não tem serventia. É como se não existisse.
Se formos apenas ouvintes da Palavra, e não praticantes, seremos como a candeia escondida, citada por Jesus.
Se possuirmos a luz, e não iluminarmos, seremos maus utilizadores dos talentos, servos indignos, conforme em outras passagens do Evangelho.

Na próxima postagem, buscaremos aprofundar o tema.
Fiquem em paz.

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