quinta-feira, 1 de outubro de 2009

OS TRABALHADORES DA OBRA DO SENHOR (2)

Caríssimos irmãos:

Continuemos nossa reflexão iniciada na postagem de ontem:

Começemos a interpretação deste texto pelo fim: muitos são os chamados, poucos os escolhidos. Esta mesma advertência se encontra no final da “Parábola da Festa das Núpcias”, Mateus, XXII:1-14.
Porque muitos dos chamados não se capacitam á serem escolhidos?
Por que não basta se dizer cristão, é preciso fazer a vontade do Pai, vestir a veste nupcial, ser digno.
Vejam que na parábola, o contratante se compromete a pagar o “justo”.(4 e 7)
Também se apraz a dar aos que chegaram por último, o mesmo que aos primeiros. Conforme Deus , segundo Jesus, fará por nós.
Por que em nossa vida, ou melhor, em nossas diversas vidas, inúmeras vezes recebemos o chamado para trabalhar na obra do Senhor.
Ás vezes esse chamado vêm por doença, ou falecimento de familiar, ou evento financeiro, ou de trabalho, etc.
É Jesus “batendo em nossa porta” para nos acordar para as realidades superiores.
E o que fazemos, então?
Normalmente, saímos de nossas cogitações corriqueiras e atendemos ao seu chamado. Mas, normalmente, também, não mantemos nossa constância: esquecemos rapidamente o que nos levou á casa de caridade, e voltamos para aquilo que conceituamos como “mundo real”.
Na verdade, usamos do convívio com pessoas que se aplicam á vida religiosa, para “sobreviver” ao momento de sofrimento, e depois nos esquecemos daquilo.
Então, não atendemos verdadeiramente ao chamado, não podemos ser escolhidos!

Outra questão é: o que estavam á fazer os que foram contratados por último?
Apesar de ociosos, eles não desistiram de esperar a sua contratação.
Não há referência de que estivessem na prática do mal ou delinquindo, por exemplo.
Somente não estavam á trabalho, porque ninguém os assalariou.(7)
Prontamente se colocaram á disposição para o trabalho, desejando receber “o justo”.
Quantas vezes trabalhamos deixando á encargo do contratante pagar “o justo”?
Normalmente, temos em alta conta o que fazemos, e o contrário para o que os outros fazem.
Há muitos trabalhadores que se prontificam á trabalhar, mas têm em mente o uso da palavra, a função de dirigente, a doutrinação ou o cargo elevado.
Se olhássemos para o lado veríamos que em qualquer lugar há trabalho: a manutenção da limpeza, o transporte de algum objeto, o apoio á um irmão em sua ocupação.
Mas estes trabalhos de humildade escandalizam áqueles que se consideram “nobres” demais para tal desiderato!
Os primeiros consideraram receber mais, porque não imaginaram as agruras dos últimos, á espera de alguém que os assalariasse, e podendo retornar ao lar sem trabalho e sem pagamento.(10)
Receberam o que estava contratado, o justo, e mesmo assim murmuraram. Tiveram o “olho mal”, a inveja, o egoísmo.(11-13)
Mas o divino Mestre, através da figura do assalariador, nos dá um ensinamento sublime: este se mantém firme, apesar dos murmúrios. E pergunta: preciso mudar meus princípios, porque minha bondade te incomoda?(15)
Assim é que bastas vezes nos deparamos com o fel, mesmo em uma atividade voltada para o bem, porque diversas pessoas não tem “o olho tão bom” como o nosso naquele assunto. Devemos, então, nos piorar, por causa disso? Ou devemos manter nossos princípios e boas intenções?
Não é necessário repetir o que o Mestre nos apregoa!
Deus se compromete, através dessa parábola, a nos conceder o pagamento justo, seja em que hora atendermos seu chamado, desde que não tenhamos más intenções, desde que trabalhemos com afinco, desde que nos dediquemos e confiemos em sua justeza..

Amanhã continuaremos o tema, que Deus nos abençoe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário