Caros irmãos:
Hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida.
E feriado Nacional, pois ela é considerada a Padroeira do Brasil.
Não queremos polemizar quanto á sua importância.
Conhecemos a sua veneração pelos católicos, e se não concordamos com seus excessos, perguntaríamos: quem pediu nossa opinião?
Devemos respeitar as religiosidades das demais pessoas, e parece que o ecumenismo é um caminho de entendimento melhor do que o sectarismo, a divisão.
Está no passado a época da perseguição religiosa, mesmo que alguns ainda teimem em fazê-la.
Não sejamos ingênuos: sabemos do papel da adoração de Maria na psique dos brasileiros, e reconhecemos que mesmo no Espiritismo ela se fez presente, através de Bezerra de Menezes, através de outros espíritas oriundos do catolicismo, através, por exemplo, da mediunidade de Ivonne Pereira, em “Memórias de Um Suicida”.
Conhecemos os argumentos dos Evangélicos e Pentecostais acerca de Maria não ser “medianeira” de Deus, não poder ser “mãe de Deus”, etc.
Baseados na fala de Jesus á Tomé, “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João,XIV:6, e na 1ª Epístola de Paulo á Timóteo: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” 1ª Carta á Timóteo,II:5, se precisássemos, deveríamos dar razão á estes argumentos.
Sabemos, também, das teorias de Jung, e sua aplicação ao “complexo mãe” dos brasileiros, e ao considerarmos os mais de 100 nomes com que Nossa Senhora é denominada, somos capazes de entender a noção arquetípica da grande-mãe.
Mas não nos importamos com tudo isto.
Gostaríamos de lançar um olhar mais complacente á data, e perceber que, para demarcar sua posição, muitas designações religiosas que não concordam com o feriado de uma determinada religião, realizam a prática da caridade neste dia.
São mobilizações de diversas entidades na prática do bem, na prestação de serviço social.
E junto com entidades civis e pessoas preocupadas com os outros, aproveitam-se do Dia da Criança, uma data eminentemente comercial, para distribuírem brinquedos, alimentos, serviços.
Ontem mesmo, o IECIM-Peruíbe fez o esforço de cadastramento de famílias para cestas básicas de natal.
Ontem mesmo, e hoje, sabemos de ações nos bairros mais pobres, nas cidades vizinhas, no país inteiro, visando á prática do bem.
E perguntaríamos: para o assistido, interessam seriamente as convicções religiosas de quem o assiste?
Este parece um caso típico de “Deus escreve o certo por meio de linha tortas”, mas não cremos nisso: Deus escreve sempre o certo, nós é que somos míopes e não sabemos ler.
Vamos, portanto, neste dia, respeitar as convicções religiosas de quem as têm, a agradecer aos céus a ajuda enviada aos aflitos, fomentando o conceito que devia embasar nossa presença na Terra: “Fora da caridade não há salvação”
E que fiquem todos em paz, e com Jesus. Que Assim Seja!
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