Queridos irmãos:
Hoje, como pretendemos tornar hábito, faremos o resumo da palestra proferida na segunda-feira, em nosso trabalho de passes e assistência na casa. Tivemos a oportunidade de tecer comentários relativos ao “Pai Nosso”, essa sublime oração deixada por nosso Mestre.
Usamos como roteiro a análise contida em “O Evangelho Segundo O Espiritismo”, e diversas palestras por nós freqüentadas, textos lidos, etc.
Que a ninguém pareça estranho, portanto, se encontrar semelhança entre nossa análise e a de outros confrades: é assim que se processa o conhecimento e, se não fazemos citação literal de nossos irmãos, é por que não lembramos dos nomes e das circunstâncias exatas de nosso aprendizado, e não por pretender plagiar alguém.
Repete-se á exaustão que o Mestre teria nos ensinado a orar mediante o Pai Nosso. Dizem as pessoas: “a oração que Jesus nos ensinou”.
Mas acontece que o Pai Nosso se encontra no Evangelho de Mateus, no contexto do Sermão da Montanha, e após uma advertência: quando orardes não o faças como os hipócritas, que através de fórmulas decoradas e repetições tentam conquistar as graças de nosso Senhor!
Portanto, não é necessário decorar a oração, nem repeti-la “corretamente”: Jesus nos passou um modelo, uma orientação do que dizer ao Pai, e não uma fórmula mágica para abrir as portas dos céus.
“Pai nosso que estás nos céus”
O pai é nosso, não meu, nem de um povo escolhido, um grupo ou uma casta: é pai de toda a humanidade, todos somos, portanto, irmãos.
E os céus, aqui, podem ser entendidos como “todo o universo”, 'tudo", em linguagem da época.
“Santificado seja vosso nome”
Em diversas passagens Jesus afirmou: não tomais o santo nome de Deus em vão. Não vamos banalizar seu nome. Reclamar de tudo que ele nos manda, pedir qualquer mesquinharia á ele. Deus lhe pague, Deus me dê, Deus me guarde, meu Deus, Deus me faça a feira,etc.
“Venha á nós o vosso Reino”
Isto é quase um pedido de nós para nós mesmos: que nós consigamos dar passividade ás energias superiores. Sim, pois, se Deus está em tudo, compete á nós conseguirmos sintonizar suas energias. Lembrando: “Meu reino não é deste mundo”, ou seja, o reino de Deus são as coisas do Espírito, as energias sublimes, os valores imorredouros.
“Seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos céus”
Segundo Kardec, ato de submissão: eu aceito, com resignação, ó Pai, aquilo que me enviares.Eu sei que o mereço. Eu sei que é o melhor para mim.
“O pão nosso de cada dia nos daí hoje”
O alimento físico nos dai hoje, ó Pai, e assim não nos permita desenvolver a inveja quanto aos outros. Nos ensine a valorizar o trabalho. Nos demonstre que “cada dia tem suas preocupações”.
“Perdoai as nossa dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”
O assim é vinculante: nos perdoai na mesma medida que empregarmos quanto aos outros. Inclusive, ao término da oração, este foi o verso que Jesus salientou, perguntando: se não perdoardes seu irmão, como pode o Pai te perdoar? Mateus,6, 14-15.
“E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”
Impede-nos, Senhor, de fazer descer nosso padrão vibratório. Não nos permiti cooptarmos com o mal, criação humana por excelência.
È curioso que ainda se encontrem traduções com o “não nos induzi ao mal”, como se de Deus pudesse sair algo imperfeito.
“Assim seja.”
Ou amém. Tanto faz: o que interessa, o que importa, é a intenção.
E obrigado, Senhor. Graças á Deus.
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